Ilda e Ramon - Sussurros de Liberdade

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Alimentos Orgânicos



Em 17 de novembro de 2010 13:20, Associação Ipê <associacaoipe@gmail.com> escreveu:
 


Conheça algumas características dos alimentos orgânicos:


· Características dos alimentos orgânicos
- Possuem 20% a menos de água e por isso os nutrientes estão mais concentrados.
- São menores do que os convencionais porque não recebem aditivos. (nem sempre, depende da cultura e disponibilidade de nutrientes)
- Em compensação, têm sabor e coloração mais acentuados.
- São, em geral, cerca de 30% a 40% mais caros do que os convencionais (em alguns locais e dependendo da cultura, os orgânicos têm produção tão maior que a convencional, que os preços são mais baratos para o consumidor). 


· Como são produzidos
- São produzidos através de um sistema que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais: água, plantas, animais etc. 

- Os agricultores não utilizam agrotóxicos, herbicidas, hormônios de crescimento ou qualquer substância química. 
- O solo é adubado com esterco animal e não sofre ação química.
- Compostagem e rotação de cultura são técnicas empregadas para evitar a erosão do terreno. 


· Quais são seus benefícios
- Os alimentos são mais saborosos já que não recebem substâncias químicas. 

- São também mais nutritivos, com alto teores de minerais.
- Rios e lagos juntos às plantações orgânicas não sofrem poluição por produtos químicos, o que se traduz em benefício para as populações que são abastecidas por esses mananciais.
 


Conheçam a Petição Orgânica:

"NON TOXIC HEALTHY FOOD"
(llink para assinar)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dona Pandá continua com a palavra


   Capítulo 4                                                                          

Telefone

Dona Pandá se lembra das dificuldades colocadas pela concessionária telefônica quando da aquisição de sua linha. Embora sua chácara esteja a cerca de 60 quilômetros da Capital Paulista, não há telefones fixos convencionais pela vizinhança. 

Feito o pedido à concessionária, o engenheiro foi visitar o local e constatou a impossibilidade de se instalar o telefone solicitado. Nossa boa velhinha não se deixou vencer e, como já havia consultado a empresa e obtivera a afirmação da possibilidade da linha, insistiu, insistiu até conseguir a visita do técnico encarregado de fazer as instalações. Este, percebendo que não escaparia da vontade férrea que Dona Pandá  tinha de se comunicar por telefone, acabou dando a dica da antena.
Vejam só. Para o telefone chegar até a chácara de Dona Pandá, a concessionária teria que puxar o fio por uma distância de um quilômetro, ou seja desde a casa com telefone, mais próxima. Fio está caro e essas empresas fizeram a opção pelo lucro fácil, ficando bem atentas quando querem lhe impor um serviço duvidoso. O segundo técnico explicou tudo direitinho. Se Dona Pandá insistia tanto, melhor seria comprar uma antena especial e aceitar a linha WLL. Curiosa, Dona Pandá quis saber que linha era essa tal de WLL. Acabou descobrindo que era uma tecnologia que nascera antes da senhora sua avó. Sem outra opção, a linha vovozinha foi aceita.

Comprada a antena especial, o telefone foi instalado. Trata-se de um aparelho comum que se liga a uma estação transmissora e esta, com o auxílio da poderosa antena,  capta o sinal da torre transmissora. A estação é, na realidade, um pequeno aparelho ligado à energia elétrica.  No manual está dito – o técnico confirmou – que a WLL comporta a instalação de Internet.                                                                    
Você, que está comprando a chácara de muitos sonhos, fique, pois, preparada(o) para brigar por uma linha telefônica. A solução que o pessoal dos bairros rurais vizinhos encontrou é o celular. Dona Pandá acabou descobrindo que, no próprio município, há uma forte diferença no tratamento dado pelo poder público aos bairros produtores e aos turísticos, povoados pelas chácaras de recreio. O poder aquisitivo do produtor agrícola – aquele que paga impostos e depois paga mais impostos – não é comparável ao do proprietário de imóvel de lazer.

Internet

Você viu que a tal linha telefônica WLL prometia a comunicação de dados, ou seja, a internet. De fato, no Manual do Usuário do equipamento (Estação Terminal de Acesso-ETA), há as indicações para se configurar o computador para a internet e o fax. Então, você aprecie a situação em que Dona Pandá se viu metida, analise a de sua chácara escolhida e conclua se terá que enfrentar a eficiência das multiconcessionárias, ou se a região, onde sua eleita está, é melhor servida ou, ainda, se internet não está marcada no seu quadro de itens relevantes.
Dona Pandá sempre gostou de escrever ou melhor de ditar textos para blog, romance, contos etc. Outra característica sua é a crença nas palavras... dos outros. Ela acredita no que ouve e, claro, nenhum esperança que venha, um dia, aprender. Vai morrer sendo enganada. Agora, sou eu a digressionar. 
Voltemos ao assunto da internet. Nossa  crédula senhora tentou configurar seu pecezinho e nada. Chamado, o técnico instalador já avisou que só entendia de telefone. Rede não era com ele. Ao final, chegaram dois especialistas em computação  que afirmaram não ser a telefonia sua praia e sugeriram o encontro regional dos especialistas: Dona Pandá deveria chamar o técnico da telefonia. Depois de desencontros para vida nenhuma botar defeito, o encontro se mostrou impossível. As agendas dos especialistas são demasiadamente concorridas e as estimativas mostraram que, em meados do ano 2025 DC, as respectivas agendas dos entendidos em internet e do encarregado de assistência telefônica estariam coincidentemente com horários livres. Avaliando a situação, Dona Pandá consultou 15 advogados sobre a possibilidade de enviar para um lugar no Velho Continente, que poderia ser justo o país de origem, a concessionária telefônica. Infelizmente os juristas negaram qualquer saída.  Os especialistas em informática se condoeram e foram tentar a configuração. Seguiram o manual que Dona Pandá lia em voz alta. Quando nada mais havia para ser lido, por uma inspiração excepcional, um dos rapazes fez algo que jamais alguém irá descobrir, sobretudo o próprio autor da façanha e...configurada estava a internet no PC da Dona Pandá. A velocidade dessa conexão, nem ganhando um chocolate, você irá desconfiar, 190 kb/s!!! Ninguém jamais poderá dizer que Dona Pandá não tem paciência. Ela a exercitou durante dois anos.
Depois desses anos e de muitas outras tentativas, a pertinaz senhora conseguiu uma conexão melhorzinha e que até é chamada de banda larga, apesar de sua estreiteza.  É via um modem parecido fisicamente com o 3G. Também precisou de uma antena que tem 10 m de fio e foi levantada a seis metros de altura a partir do nível do computador.  Como você deve ter deduzido, a conexão acelerada é outro sonho de consumo de Dona Pandá.

 


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dona Pandá Retoma a Palavra


Energia  elétrica

Capíitulo 3


Voltando ao quadro dos quesitos importantes, Dona Pandá diz que vai se disciplinar e seguir direitinho os 12 itens. Como nós não somos gente de pouca fé ... vamos acreditar. A mocinha sexagenária já está andando pra lá e pra cá, ditando suas opiniões. Tenho que correr atrás das suas palavras.

A energia elétrica é fundamental numa chácara. Existem bombas a gasolina para levar a água do poço até a casa, mas os gastos e a eficiência dessas são, respectivamente, maiores e menor que os das elétricas.  Dona Pandá chama a atenção para não se tirar conclusões apressadas quanto a outros itens, como é o caso da roçadeira, que deve ser a gasolina para se ter autonomia quanto às tomadas elétricas. Se o terreno for pequeno – mil metros quadrados já começa complicar – você ainda pode pensar em espalhar tomadas e providenciar uma extensão especial, com fios de bitola compatível com a potência da máquina. Para não se aborrecer, o conselho é uma boa roçadeira a gasolina. Na realidade é uma mistura de gasolina e um bocadinho de óleo dois tempos,  o que se usa em motocicleta. A compra desses equipamentos exige sempre uma boa e paciente pesquisa de preço e de características.  Como o assunto, aqui, é energia elétrica – veja só nossa consultora está mesmo com o objetivo da disciplina –, os equipamentos serão tratados em outra ocasião ou sob consulta direta.
A energia elétrica pode não estar ainda na sua chácara escolhida. Neste caso, a mais sensata atitude é se dirigir à concessionária local e se informar cuidadosamente. Pode ocorrer de a energia estar  muito perto e a concessionária exigir a compra de um transformador, cujo preço é bem mais salgado do que uma simples ligação domiciliar. A justificativa que você poderá receber é a de que o transformador existente não foi dimensionado para mais uma ligação. Algumas regiões estão servidas por “cooperativas” que resolvem essas questões em “assembleias” da própria diretoria, devido, de um lado, ao desinteresse dos chamados cooperados e, de outro, ao pequeno escrúpulo dos dirigentes. São automaticamente cooperados todos os consumidores daquela energia e esses nem sempre têm disponibilidade para as assembleias, onde são decididas questões da mais alta importância, ficando, assim, tudo na decisão da própria diretoria.  Outro alerta, verifique que a ligação da energia elétrica seja bifásica.
Se a sua escolhida já tiver uma casa com a energia elétrica instalada, você está com um problema a menos, porém sempre é aconselhável chamar um eletricista e pedir uma revisão dessas instalações. Aqui, vem o alerta da Dona Pandá: cuidado com os prestadores de serviços desconhecidos. Peça sempre referência de serviços já efetuados.  Nossa boa velhinha tem muitos casos desagradáveis com profissionais nem tanto. Numa ocasião, ela resolveu dar de presente para seu filho uma pista de skate e foi procurar um pedreiro com ampla experiência nesse tipo de pista. A vizinhança soube da procura e apareceu um “especialista” que havia construído vários pistas, com  projetos do engenheiro fulano na chácara do senhor sicrano. Dona Pandá anotou todos os dados, mas ... não foi conferir.  Depois de praticamente pronta, a pista foi derrubada e  tudo começou de novo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cuidado: Mercúrio é um perigo!



Notícias / Resíduos
27/10/2010

Saiba Como Objetos descartar Mercúrio Que dez



Contato com o metal, e Que Altamente TÓXICO, Problemas renais causar Pode, respiratórios e comeu Danos Irreversíveis nenhum Sistema Nervoso

No Começo do MÊS de Outubro, 12 PESSOAS FORAM hospitalizadas, na Cidade de Rosana, interior de São Paulo, DEPOIS de Contato ENTRAR COM in Mercúrio depositado in 20 frascos jogados Terreno hum in municipal. Como vitimas Fever apresentaram, diarréia, vomito, irritações e Pelé nd Duas Crianças ficaram internadas Por Semana UMA.
A Companhia Ambiental de São Paulo interditou (Cetesb) de uma área o material Onde FOI encontrado, o Município FOI multado em R $ 82 mil e UMA INVESTIGAÇÃO estabele in andamento parágrafo Descobrir se um procedência dos Objetos. Casos Como Este escancaram Dois Problemas serios: Quao Perigoso e Metais Pesados o Contato com, Como o Mercúrio - Que estabele PRESENTE NAS termômetros Nossas casas em, fluorescentes Lâmpadas, Pilhas e baterias de notebook e celular -, EO descaso e do Cidadão do Poder Público com o Descartes Desse Tipo de material.
Fernando Barbosa Jr., professor de Toxicologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP, Alerta Que o simples Contato com Lâmpada fluorescente UMA OU COM UM termómetro, uma quebra epidêmico, PoDE Levar um inalação de vapor de Mercúrio proveniente do material e, Baixas in MESMO quantidades, causar febres, tremores, sonolência, náuseas, fraqueza muscular, Delírios, reflexos Lentos e Dores de Cabeça. 
O Contato Direto com Mercúrio fazer um Pelé e Os Olhos Causa vermelhidão e coceira, Como se Fosse UMA irritação alérgica. A Ingestão PoDE úlceras Provocar não Estômago. E UMA Exposição Mais duradoura sem interferir Metabolismo celular, resultando não RINs mau funcionamento de, Fígado, Pulmão e Cérebro.
Contato O que Mercúrio nd Menos Pelé e prejudiciais que inalar que. "Se ocorrer uma inalação com elevadas quantidades, serviços ELA PoDE fatal. São Crianças Muito Mais suscetíveis EAo efeitos tóxicos ", Diz Barbosa Jr. São elas particularmente vulneráveis PORQUE o Mercúrio não interfere Sistema neurológico, in Ainda bebes in Crianças e Desenvolvimento. A Exposição ao vapor do metal Nesta fase da Vida como reduzir PoDE capacidades cognitivas, de memorização, Atenção, Linguagem de AQUISIÇÃO, Habilidades motoras e Noção de Espaço.
O Que fazer
Quando Lâmpada UMA OU termómetro contendo Mercúrio e Quebrado, uma atitude Primeira e ISOLAR uma área, Portas e Janelas fechar e USAR UM EQUIPAMENTO Mínimo: Mascara Cirúrgica Descartável Luva e reforçada Para quê nao Haja o Risco de Contato. Como o Mercúrio aparece nenhum Estado Líquido Ambiente Temperatura eles, o ideal e Recolher com o metal SEM UMA Agulha e seringa Coloca-lo hum in Recipiente Plástico contendo Água, uma Água reduz uma possibilidade da evaporação. A área afetada Pelo dez Objeto de serviços com descontaminada UMA Mistura de Água Sanitária e Água. Epidêmico uma Limpeza, DEVE-SE Abrir Novamente Portas e Janelas para ventilar o Ambiente. 
O Recipiente com o dez de serviços com Mercúrio Vedado Bem entregue FITA adesiva e um dos Locais hum Que Fazem o Descartes correto. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda nsa Depositar o material Pontos recebem Que Pilhas, baterias e Lâmpadas fluorescentes (Veja uma Lista Abaixo) Que, ja em Empresas Que Fazem o Recolhimento de São especializadas separar in e reciclar metais tóxicos.
Em 2008, o Conselho Nacional do Meio Ambiente Conama) editou (a Resolução 401/08, responsabilizando OS Produtores Sobre o Descartes correto de Objetos Que Mercúrio contemporâneos, porém somente n º Pilhas e baterias in Geral. Em Agosto deste Ano, a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) FOI sancionada Pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Documento CRIA um Logística reversa, obrigando fabricantes, a Importadores, Distribuidores e Vendedores Produtos Recolher uma Certos, epidêmico o OSU Pelo Consumidor final. O Programa preve o Recolhimento de Pilhas, baterias e Lâmpadas fluorescentes. A regulamentação da Logística reversa DEVE SE apresentada comeu o final de Novembro. A Partir de Publicação SUA, como Empresas dez comeram n º 2014 se adaptar à nova lei. Enquanto o Seu Curso Processo segue, ja e Possível descartar corretamente in Razão de ALGUMAS Iniciativas.
O Descartes correto
MESMO pingos de uma aprovada serviços PNRS, Lojas ALGUMAS, Drogarias e Supermercados JÁ Mercúrio recolhiam o material com residencial, realizando um Logística reversa. Alguns sites reúnem Especializados Ainda listas com endereços parágrafo se Fazer o Descartes correto.
Pilhas e baterias
Drogaria São Paulo - Tel;.: 0800 015 20 70Banco Real, Tim, Pão de Açúcar
Lâmpadas fluorescentes
Lojas Leroy Merlin, Philips - Tel Cidades.: (11) 2121-0203 (Grande São Paulo) /) Telef.: 0800-701-0203 (Demais
Pará, o de Descartes Diversos materiais
E-Lixo (Governo do Estado de São Paulo); Cempre (recicladores dos Mais Diversos materiais in TODO O País)
Termômetros
Nao Procedimento HÁ UM oficial par o Descartes correto do Mercúrio com termómetro, mas, de ACORDO com o Disque INTOXICAÇÃO, da Anvisa, e Possível Depositar o termómetro Embalagem Plástica SUA in nsa Locais parágrafo Descartes de Pilhas, baterias e Lâmpadas fluorescentes, POIs Empresas Que Fazem o Recolhimento Destes Objetos São separar in especializadas e reciclar metais tóxicos.
Saiba Mais
Onde o Mercúrio e USADO:
> Termômetros,  Lâmpadas fluorescentes,  Barômetros,  Baterias,  Amálgamas dentários,  Médicos e Hospitalares Laboratórios,  Indústria,  Mineração
O Que PoDE Quem ocorrer com FICA AO Exposto Mercúrio:
Febre>, Tremores,  Sonolência,  Delírios, Fraqueza muscular,  náuseas,  Cefaléia,  Lentos Reflexos,
> Falha Memória,  funcionamento dos RINs Mau, Fígado Pulmão, e Sistema Nervoso
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Desmentindo Descartes


Publicado em 30/08/2010

Bichos também se emocionam

Fonte: Diário do Nordeste - http://bit.ly/boYX6C 

"Os animais são seres inteligentes e com sentimentos"
Irvênia Prada
Médica Veterinária


ATIVIDADES DE ZOOTERAPIA, os bichos apresentam a fluência comportamental. Sentimentos mais harmônicos e sutis em relação aos seres humanos  O cérebro dos animais mamíferos não é tão diferente em relação ao dos humanos. Aceitar isto é um desafio atual

Fortaleza. Os animais não são máquinas insensíveis, movidas a estímulos como preconizou o filósofo Descartes. São seres com sentimentos, inteligência, memória, sujeitos a sofrimentos físicos e psíquicos. Assim defende a médica veterinária da Universidade de São Paulo (USP), Irvênia Luiza de Santis Prada, autoridade mundial na comunidade científica na área de Neuroanatomia Animal.

Ela afirma que, desde a década de 60, já está superado o pensamento que limita a capacidade dos bichos. Em recente palestra sobre as emoções dos animais, proferida durante o II Congresso Brasileiro de Bioética e Bem-Estar Animal, ela mostrou que espécies que vivem estressadas, presas ou maltratadas, acabam desenvolvendo males orgânicos. Estes podem se manifestar na pele, ou na forma de diarreias e úlceras, numa espécie de somatização. As chamadas doenças somatizadas não são "privilégio" dos humanos.

Ela contextualiza que a ciência sabe da manifestação da vida. E toda matéria viva é sensível a estímulos do ambiente. Todo ser vivo existe por meio do circuito estímulo-processamento-resposta. No caso dos animais, sejam humanos ou não, o processo prevê dois componentes, um subjetivo e outro objetivo. São as sensações e as emoções, respectivamente. No processamento, há o sentir. Já a resposta fica no âmbito das emoções. É quando o indivíduo, humano ou não, põe para fora o que sentiu a partir do estímulo recebido. Vale lembrar que a palavra emoção deriva do ex (para fora) e do moção (movimento).

"O animal percebe alguns estímulos no ambiente, que entram no seu organismo e vai até o cérebro. Ao processar, tem a sensação. Ao colocar para fora o que está sentindo, expressa a emoção. Por meio de sinais fisiológicos ou do comportamento, demonstra o que está sentindo. Daí compreendermos que a emoção é uma experiência objetiva e sensação, uma experiência subjetiva", explica ela. Isto coloca desafios para as áreas da ciência e todas as atividades humanas que são relacionadas aos animais.

Cérebro trino

Com base nos estudos do pesquisador Mac Lean, a veterinária aponta que se pode identificar a existência do chamado cérebro trino no ser humano, que equivale a três cérebros, cada um correspondente a uma etapa evolutiva diferenciada e fundamental. A mesma estrutura observa-se em alguns mamíferos. Na parte mais profunda, há o Complexo Reptiliano, com funções neurais básicas relativas à reprodução e auto-preservação, regulação cardiovascular e respiratória, comportamento agressivo, demarcação territorial, entre outras. Nos peixes, anfíbios e répteis, é praticamente esse encéfalo o existente.

Na segunda parte do encéfalo, ainda considerando Mac Lean, a pesquisadora aponta o Sistema Límbico, correspondente a estruturas relacionadas à expressão de comportamento acompanhados de emoção. São as emoções primárias básicas, relativas aos comportamentos de auto-preservação e perpetuação da espécie, manifestados por medo, raiva, prazer e outros. Irvênia Prada mostra que o Sistema Límbico circunda o complexo reptiliano e mostra-se bem em todos os animais mamíferos. Por fim, envolvendo as duas primeiras partes, vem o Neocortéx, um complexo de diferentes funções, tornando-se progressivamente mais desenvolvido nos mamíferos mais evoluídos como o ser humano, chipanzés e golfinhos.

No Neocórtex se observam regiões chamadas lobos: fontal, relacionado à deliberação e regulação de ações e comportamentos; pariental, responsável pelo intercâmbio de informações com o restante do corpo; temporal, ligado à noção espacial e algumas funções associativas complexas, como memória; e occipital, relacionado à visão. Segundo Irvênia Prada, a diferença entre os cérebros dos seres humanos e dos demais animais mamíferos dá-se mais em termos de proporção entre as partes. "Em todos os mamíferos, a organização do cérebro é a mesma do ser humano. O cérebro inicial tem uma representação avantajada, o córtex sensório-motor também, mas a área pré-frontal é menos desenvolvida e varia de dimensão nas diversas espécies animais. Nos primatas e golfinhos, ela já se mostra bem desenvolvida".

Ela explica que, na expressão do comportamento, por meio do Sistema Nervoso Autônomo (SNA), há dois aspectos: a fluência e a disfluência comportamental. Na primeira, os animais exteriorizam atitudes mais harmônicas, como se observa nas atividades de zooterapia com cavalos e cães entre crianças e idosos ou o cão-guia acompanhando cegos. Na disfluência, os bichos expressão profundo mal-estar. Organicamente apresentam respiração acelerada, músculos tensos, pupilas dilatadas, secreções de hormônios do estresse como adrenalina e cortisol, além de picos de pressão arterial. Assim são as cenas de animais brigando ou sendo maltratados em vaquejadas, rodeios ou outras situações comprometedores do seu bem-estar. Na disfluência comportamental, estão em ação estruturas do Sistema Límbico. Já nos momentos de fluência, que requerem atitudes mais elaboradas, até sutis, entra em ação os circuitos do Neocórtex.

Assim como os seres humanos, os bichos também ficam sujeitos a distúrbios mentais que são somatizados no corpo. Ela cita o caso de uma cadela que atuou no Iraque como farejadora de bombas. Após três anos de trabalho, o animal expressou transtornos pós-traumáticos, semelhantes ao verificados nos humanos.

"A visão cartesiana está ultrapassada. Coloca-se um desafio para os cientistas, a sociedade, todo mundo que trabalha com espetáculos para diversão humana, pesquisas em laboratório, das pessoas que trabalham com produtos alimentícios de origem animal. Devemos enxergar o animal como um ser que sofre. Não precisamos perguntar se eles têm cérebro, se têm consciência. Basta perguntar se eles sofrem. Isto já é um forte indício de que o ser humano tem que mudar sua atitude em relação aos animais. Eles sofrem, não só fisicamente, nas lesões orgânicas. Sofrem transtornos mentais também".


Instituto Nina Rosa - Projetos por amor à vida
Organização independente sem fins lucrativos





terça-feira, 26 de outubro de 2010

Núcleo de Agroecologia

Atuação em Extensão Rural, Assistência Técnica, Assessoria Ambiental e Saúde
...repassando


Bom dia a todos!

Estamos  iniciando no Instituto Federal de São Roque um Núcleo de Agroecologia. O mesmo é composto de professores, alunos (temos os cursos de Agronegócio, Agroindústria e Biologia) e parceiros. 

Nosso objetivo é se constituir em um grupo atuante, não apenas na área acadêmica, mas principalmente na Extensão Rural, priorizando atividades coletivas de Educação não-formal, como oficinas teórico-práticas sobre temas relacionados a Agroecologia e Sustentabilidade, além de efetivamente atuar em Assistência Técnica, Assessoria  Ambiental e Saúde.

Nosso foco inicial é nossa casa e a casa de nossos vizinhos... Moramos no beira da estrada que vai de SRoque a Ibiuna. O fundo do nosso quintal é uma área degradada, onde tem uma lagoa e atrás dela um morro com vegetação em regeneração com eucaliptos, pinus e nativas (mata secundária??!). 
Do outro lado da estrada tem um bairro: Guaianã. Temos uma nascente dentro da área. Nossa água é parte da bacia do Sorocamirim. Provavelmente esteja contaminada por esgoto clandestino. 

Abaixo nosso endereço e a lista dos professores participantes do Núcleo e respectivos contatos:

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) - Campus São Roque - End: Rov. Pref. Quintino de Lima, 2100 – Paisagem Colonial - São Roque, SP – CEP 18136-540
Coordenador: Marcos Eduardo Paron  – email: marcoseparon@yahoo.com.br

 Professores do IFSP – Campus São Roque:
Leonardo Pretto de Azevedo –  leo_pretto@hotmail.com
Francisco Rafael Pereira – pereirafrs@hotmail.com
Ana Paula Encide Olibone –encide@agrilab.com.br
Raquel de Souza Mattana – rsmattana@yahoo.com.br
Glória Cristina M.C. Miyazawa – gloriacoelhomi@uol.com.br
Valdinei Trombini – t.19.9251-7952 - v-trombini@uol.com.br
Lilian Marques Pino – t. 19.8192-4088- lmpino@usp.br
Alecio Rodrigues de Oliveira – alecioro@yahoo.com.br
 Ricardo dos Santos Coelho - ricardocoelho@cefetsp.br
 Clenio B. Gonçalves Junior - clenio@cefetsp.br
 Rogério Tadeu Silva -professor@rogeriotadeu.pro.br
 Vivian Motta -vivianmotta@yahoo.com.br
 Osias Filho -osiasbap@uol.com.br
Abraços a todos!
Marcos Paron