- alerta procurador-geral de Justiça
- Por Redação do CdB - de Brasília
Enquanto o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, defende a investigação das declarações atribuídas ao publicitário Marcos Valério, divulgadas na edição passada do diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo, o Conselho dos Procuradores Gerais recomenda cautela sobre elas. O jornal afirma que o publicitário Marco Valério acusou o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva de conhecer o esquema do chamado “mensalão“, alvo da Ação Penal 470 no STF, e que teria se beneficiado dele.
Ao ser perguntado sobre a necessidade de investigações, durante um intervalo da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Joaquim Barbosa disse:
– Eu creio que sim – embora tenha, como informou, apenas “conhecimento oficioso, não oficial” sobre o assunto.
A reportagem do Estadão acusa Lula de ter autorizado empréstimos dos bancos Rural e BMG para o PT. O depoimento de Marcos Valério onde constariam estas denúncias teria ocorrido depois dele ter sido condenado no STF a mais de 40 anos de prisão, por crimes de corrupção, peculato, evasão de divisas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro na Ação Penal 470.
A Procuradoria Geral da República informou, nesta quarta-feira, que o procurador-geral, Roberto Gurgel, não pretende se pronunciar sobre o assunto até a conclusão do julgamento do ‘mensalão’. No início de novembro, quando informações semelhantes foram veiculadas pela mídia conservadora, Gurgel disse que as revelações de Valério precisam ser analisadas com cuidado, não podendo ser usadas em seu próprio benefício na ação do chamado “mensalão”, embora poderiam – afirmou – motivar novas investigações.
Conselho teme manipulação
O presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, Oswaldo Trigueiro, disse na noite passada que é preciso “cautela” e “prudência” na avaliação de uma possível repercussão formal das declarações atribuídas ao publicitário Marcos Valério, publicadas n’O Estado de S. Paulo.
– É importante termos conhecimento das circunstâncias em que esse depoimento foi feito e em que momento (para avaliar) se isso tem ou não repercussão formal. Temos que ter cautela e prudência para avaliar essa situação – disse ele.
A cautela é necessária, disse, para evitar que haja uma “manipulação do sistema de provas”, em que, após o réu ter sido condenado, “busca modificar o pensamento que ao início foi dado”.
– As oportunidades foram dadas, não podemos ficar à merce do insucesso de um réu ou outro. Ou seja, se eu tive um insucesso vou denunciar, mais adiante tive benefício, então recuo na minha informação. Se há ambiente novo de investigação, que se procedam nas investigações naturais – acrescentou.
Desde que informações semelhantes surgiram na mídia conservadora – inicialmente na revista semanal de ultradireita Veja, elas foram recebidas com reservas inclusive por ministros do STF, havendo a suspeita de que Marcos Valério estaria tentando criar uma situação para beneficiar-se de um eventual acordo de delação premiada, favorecendo-o no cumprimento das penas a que foi condenado.
Este blog se destina a discutir ideias e caminhos ligados à literatura, à vida de bem com a natureza, à construção de um país mais justo. Buscar ser feliz é nossa obrigação. Vamos falar de livros,artesanatos, bichos,plantas orgânicas, saúde,movimentos sociais. LULA PRESIDENTE!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Suco Luz do Sol
Como Fazer um Suco de Luz do Sol em Casa
A vida é demasiadamente curta e sempre procuramos ter mais tempo para trabalhar ou fazer outras atividades cotidianas. Nessa busca de ganhar tempo acabamos por cair nas garras dos Fast Foods, comidas processadas, lanches, salgadinhos, bolachas, etc. Mas é comprovado que ganhamos alguns minutos fazendo estas refeições rápidas, mas com um preço muito alto, a nossa saúde a longo prazo fica comprometida e o tempo ganho hoje nós é tirado em nosso tempo de vida.
Hoje vou dar uma receita bem legal, um suco vivo, ou Suco Verde com Clorofila. No começo tem um sabor diferente mas com o tempo podemos acostumar com o gosto. A receita pode ser variada de acordo com o gosto da pessoa, muitos colocam alguns outros ingredientes como pó de sementes de linhaça, quínua, soja etc..
Suco de Luz do Sol
A pergunta mais comum é que sementes usar para o Suco de Luz do Sol? Nós podemos usar qualquer semente e grãos comestíveis, seja da dieta humana como da dieta de pássaros, que pode ser gergelim, girassol, painço, aveia, trigo, linhaça, centeio, arroz, soja, grão de bico, ervilha, amendoim, lentilha, nozes, castanha do Pará, amêndoas, etc..
Como fazemos o suco de luz com os brotos das sementes recém germinadas, muitos perguntam como germinar as sementes do Suco de Luz do Sol? Não tem segredo, uma maneira fácil com passo-a-passo está abaixo.
Despeje em um vidro transparente de uma a quatro colheres de sopa de sementes;
Coloque água mineral ou água filtrada até cobrir todas as sementes;
Deixe as sementes repousarem durante toda a noite;
Cubra o vidro com um pedaço de filó e prenda com um elástico, isso deixa a sementes receberem ar puro;
Despeje a água e lave bem sob a torneira do filtro.
Coloque o vidro inclinado num escorredor em um lugar sombreado e fresco
Enxague pela manhã e à noite. Nos dias quentes é preciso lavar mais vezes.
As sementes começam a germinação em períodos variáveis, . Em geral estão com a sua potência máxima logo que sinalizam o processo do nascimento, quando ficam prontos para serem consumidos.
Receita de Suco de Luz do Sol (para um copo).
Todos os ingredientes tem que ser puros ou orgânicos.
1 Maçã com casca picadinha e sem semente
1 Pepino médio
3 Folhas de couve ou outra hortaliça rica em clorofila
3 Galhos de hortelã ou capim limão ou erva cidreira
1 Porção de grãos germinados
1 Raiz a seu gosto – Pode ser gengibre, cenoura, ou outra raiz qualquer
1 Legume a seu gosto – Pode ser batata doce, inhame, ou outra legume qualquer
Modo de Preparar o Suco de Luz do Sol
Coloque a maçã picadinha no liquidificador e use o pepino como socador até que o primeiro líquido se forme. Coe e volte para o liquidificador. Acrescente os grãos germinados, as folhas verdes comestíveis, o legume e a raiz escolhida. Varie as hortaliças sempre que possível e utilizando sempre as de produção orgânica. Coe num coador de pano e beba logo em seguida.
Vibração verde
(que é nossa fonte)
A vida é demasiadamente curta e sempre procuramos ter mais tempo para trabalhar ou fazer outras atividades cotidianas. Nessa busca de ganhar tempo acabamos por cair nas garras dos Fast Foods, comidas processadas, lanches, salgadinhos, bolachas, etc. Mas é comprovado que ganhamos alguns minutos fazendo estas refeições rápidas, mas com um preço muito alto, a nossa saúde a longo prazo fica comprometida e o tempo ganho hoje nós é tirado em nosso tempo de vida.
Hoje vou dar uma receita bem legal, um suco vivo, ou Suco Verde com Clorofila. No começo tem um sabor diferente mas com o tempo podemos acostumar com o gosto. A receita pode ser variada de acordo com o gosto da pessoa, muitos colocam alguns outros ingredientes como pó de sementes de linhaça, quínua, soja etc..
Suco de Luz do Sol
A pergunta mais comum é que sementes usar para o Suco de Luz do Sol? Nós podemos usar qualquer semente e grãos comestíveis, seja da dieta humana como da dieta de pássaros, que pode ser gergelim, girassol, painço, aveia, trigo, linhaça, centeio, arroz, soja, grão de bico, ervilha, amendoim, lentilha, nozes, castanha do Pará, amêndoas, etc..
Como fazemos o suco de luz com os brotos das sementes recém germinadas, muitos perguntam como germinar as sementes do Suco de Luz do Sol? Não tem segredo, uma maneira fácil com passo-a-passo está abaixo.
Despeje em um vidro transparente de uma a quatro colheres de sopa de sementes;
Coloque água mineral ou água filtrada até cobrir todas as sementes;
Deixe as sementes repousarem durante toda a noite;
Cubra o vidro com um pedaço de filó e prenda com um elástico, isso deixa a sementes receberem ar puro;
Despeje a água e lave bem sob a torneira do filtro.
Coloque o vidro inclinado num escorredor em um lugar sombreado e fresco
Enxague pela manhã e à noite. Nos dias quentes é preciso lavar mais vezes.
As sementes começam a germinação em períodos variáveis, . Em geral estão com a sua potência máxima logo que sinalizam o processo do nascimento, quando ficam prontos para serem consumidos.
Receita de Suco de Luz do Sol (para um copo).
Todos os ingredientes tem que ser puros ou orgânicos.
1 Maçã com casca picadinha e sem semente
1 Pepino médio
3 Folhas de couve ou outra hortaliça rica em clorofila
3 Galhos de hortelã ou capim limão ou erva cidreira
1 Porção de grãos germinados
1 Raiz a seu gosto – Pode ser gengibre, cenoura, ou outra raiz qualquer
1 Legume a seu gosto – Pode ser batata doce, inhame, ou outra legume qualquer
Modo de Preparar o Suco de Luz do Sol
Coloque a maçã picadinha no liquidificador e use o pepino como socador até que o primeiro líquido se forme. Coe e volte para o liquidificador. Acrescente os grãos germinados, as folhas verdes comestíveis, o legume e a raiz escolhida. Varie as hortaliças sempre que possível e utilizando sempre as de produção orgânica. Coe num coador de pano e beba logo em seguida.
Vibração verde
…
Ler mais: http://www.vidasustentavel.net/modo-de-vida/como-fazer-um-suco-de-luz-do-sol/ (que é nossa fonte)
Alimentos são jogados fora enquanto morre gente de fome*
Por Redação do CdB, com Adital - de Lisboa
Toneladas de alimentos são produzidas no mundo e parte disso vai parar no lixo,
enquanto milhões de pessoas passam fome
enquanto milhões de pessoas passam fome
No Estado espanhol, de acordo com o Banco de Alimentos, são jogados fora, a cada ano, 9 milhões de toneladas de alimentos em boas condições. Na Europa este número aumenta para 89 milhões, de acordo com um estudo da Comissão Europeia: 179 quilos por habitante e por ano. Um número que, inclusive, seria muito superior se o referido relatório incluísse também os resíduos de alimentos de origem agrícola gerados no processo de produção, ou os descartes de pescados jogados ao mar. Realmente, calcula-se que na Europa, ao longo de toda a cadeia agroalimentar, do campo aos lares, até 50% dos alimentos saudáveis e comestíveis se perdem.
Resíduos e desperdício contra a fome e a penúria. No Estado espanhol, uma em cada cinco pessoas vive abaixo da linha inicial da pobreza, 21% da população. E de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, em 2009 se calculava que mais de um milhão de pessoas tinham dificuldades para comer o mínimo necessário. Nos dias de hoje, independente dos números oficiais, a situação, sem dúvida, é muito pior. Na União Europeia, são 79 milhões de pessoas que não superam a linha inicial da pobreza, cerca de 15% da população. E destes, 16 milhões recebem ajuda alimentar. A crise converte a sub-cotação em um drama macabro, onde, enquanto milhões de toneladas de alimento são desperdiçadas anualmente, milhões de pessoas não têm o que comer.
E, como e onde se joga fora tanta comida? No campo, quando o preço caem abaixo dos custos de produção, ou quando o produto não cumpre com os critérios de tamanho e aspecto exigidos, é mais barato ao agricultor jogar fora do que colher os alimentos produzidos. Nos mercados em atacado e nas centrais de compra, onde os alimentos devem passar por uma espécie de “competição de beleza” correspondendo aos critérios estabelecidos, principalmente, pelos supermercados. Na grande distribuição (super e hipermercados), que requerem um número elevado de produtos para ter as prateleiras sempre cheias, embora mais tarde expirem e tenham que ser descartados, onde ocorrem erros na preparação dos pedidos, há problemas de embalagem e deterioração de alimentos frescos. Em outros pontos de venda no varejo, como os mercados e as lojas, em que o que não se pode vender é jogado fora.
Nos restaurantes e bares, onde 60% do desperdício são consequência de uma previsão mal feita, 30% ao preparar as refeições e 10% são sobras dos pratos dos comensais, de acordo com um relatório elaborado pela Federação Espanhola de Hotéis e Restaurantes. Nos lares, quando os produtos se estragam porque compramos a mais do que necessitamos, deixando-nos levar pelas ofertas de ultima hora (tipo 2×1), ou por não saber interpretar a rotulagem confusa, ou pelos pacotes que não são adaptados às nossas necessidades.
O desperdício alimentar tem diversas causas e responsáveis, mas, basicamente, trata-se de um problema estrutural e de fundo: os alimentos se tornaram mercadorias de compra e venda e sua função principal, nos alimentar, ficou em segundo plano. Desta maneira, se o alimento não cumpre determinados critérios estéticos, sua distribuição não é considerada rentável, se deteriora antes do tempo….. é rejeitado. O impacto da globalização alimentar a serviço dos interesses da indústria e dos supermercados, promovendo um modelo de “agricultura quilométrica”, dependente do petróleo, deslocalizada, intensiva, que fomenta a perda da agrobiodiversidade e do campesinato …, tem uma grande responsabilidade. Pouco importa que milhões de pessoas passem a fome. O fundamental é vender. E se você não pode comprar não conta.
Mas, o que acontece se você tentar coletar o alimento excedente? Ou você pode encontrar o recipiente fechado com chave, como acontece em Girona com os depósitos na frente dos supermercados, alegando o alarme social diante do fato de que cada vez mais pessoas coletam alimentos dos lixos. Ou você pode enfrentar uma multa de 750 euros se remexer nos recipientes de Madrid. Como se a fome ou a pobreza fossem uma vergonha ou um crime, quando o vergonhoso e delinquente são as toneladas de alimentos que são jogadas fora diariamente, fruto das exigências do agronegócio e dos supermercados, e que contam a aprovação das administrações públicas.
Os supermercados nos dizem que doam os alimentos aos Bancos de Alimentos, em uma tentativa de “lavar a cara”. Entretanto, de acordo com um estudo do Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente, somente cerca de 20% o fazem. E esta, além disso, não é a solução. Dar comida pode ser uma resposta de emergência, uma atadura ou um torniquete, baseada na ferida, mas é essencial chegar à raiz do problema, às causas do desperdício, e questionar o modelo agroalimentar pensado não para alimentar as pessoas, mas para dar lucro a poucas empresas.
Vivemos em um mundo de paradoxos: gente sem casa e casas sem gente, ricos mais ricos e pobres mais pobres, desperdício versus fome. Dizem-nos que o mundo é assim e que é má sorte. Apresentam-nos a realidade como inevitável. Mas não é verdade. Uma vez que, o sistema e as políticas se digam neutras e não são. Têm uma inclinação ideológica e reacionária: procuram o benefício, ou agora a sobrevivência, de poucos à custa da grande maioria. Assim funciona o capitalismo, também nas coisas de comer.
* Publicado originariamente em Público.
Tradução: Roberta Sá.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Os rapazes que venceram os raios e salvaram Dona Pandá
Na noite do dia
29, faltando, portanto, dois dias para a passagem do ano, houve, aqui, na
Chácara Xury, uma tempestade, com trovoadas e relâmpagos. Os apavorados Bei,
Bia e Pretinho conseguiram permissão para entrar na casa. Antes que derrubassem
a porta, Dona Pandá preferiu abrir mão da norma que proíbe cachorro ultrapassar
o umbral da porta. A energia elétrica acabou e todos os aparelhos elétricos e
eletrônicos foram rapidamente desligados, as lâmpadas de emergência salvaram
esses moradores da escuridão e os acalmaram um bocadinho.
No domingo, pela manhã, nada de energia. Como
o telefone é uma linha WLL, cuja estação transmissora depende da eletricidade e
o celular não tem sinal, a Chácara estava isolada, provocando em Dona Pandá uma
sensação de desconforto. Resolveu verificar se as chácaras vizinhas estavam na
mesma situação e descobriu que o problema era só dela. Foi até o padrão da
força, na entrada da chácara, e verificou que a energia chegava ao relógio.
Ficando claro sua total impotência, procurou, na estrada, um ponto mais alto
para conseguir o sinal do celular e pediu socorro a seu amigo faz de tudo, Divino, que, em 40 minutos,
estava, com um aparelhinho de teste buscando a fonte do problema.
A primeira
descoberta do Divino foi que toda a fase de voltagem 110v não funcionava e a de
220v, sim. A segunda foi que na cozinha havia um fio derretido e este estava
posicionado ao final de uma linha. Considerando um bom progresso na sua
pesquisa, Divino anunciou:
- Aqui está um
resultado do curto circuito. Agora, preciso achar onde foi o curto. Já vi isto
acontecer e o eletricista formado demorou um dia inteiro para achar o problema.
– Dona Pandá, respirando mais profundamente que seu normal e já abaixando a voz
(não sabia que ao final do dia estaria sibilando):
- Divino, vou perder
toda a comida que está no freezer e nas geladeiras!!!
- Olha, não perca a
calma, vamos descobrir. Vamos ver lá na casinha do Vanderlei como estão as
coisas por lá.
Embora Vanderlei não
more na Chácara Xury, o lugar onde ele
toma as refeições, descansa e também guarda as ferramentas que exigem mais
cuidados é chamado a Casinha do Vanderlei.
Verificaram que as coisas por lá estavam
como as coisas por cá. Divino, na
intenção de acalmar sua amiga, fez uma dissertação sobre as dificuldades da
eletricidade e Dona Pandá, por mais cuidado que tivesse com a sensibilidade do D. faz tudo, o interrompeu novamente com
a repetição de - “Vou perder toda a comida ...”
Dai, a nora de Dona
Pandá, havia avisado que seus pais viriam à CXury, no dia 31. Foram, então,
convidados participar do último almoço do ano. Eis a preocupação de nossa amiga
que já havia abastecido o freezer e a geladeira com os tira-gostos e as comidas
semipreparadas para essas festas. Na geladeira da Casinha, havia o peru
esperando o dia 31 para ir ao forno. Enquanto Divino apresentava seus
relatórios de pesquisa, Dona Pandá só conseguia pensar que não iria conseguir
fazer tudo de novo. Como amassar novamente as berinjelas? E o frango desossado? As cervejas? Os vinhos espumantes? Ai, ai, ai
não se passa de um ano para outro sem geladeira... Lá estava Divino falando... Ela
sabia que a intenção era acalmá-la, mas a cada minuto que passava, a impressão
de que iria perder a compostura ia ficando cada vez mais forte.
Divino precisava
subir numa escada para verificar os disjuntores. A escada é de ferro e ele
calçou uma chinela com sola de borracha para se proteger, mas houve uma pequena
incompatibilidade entre o tamanho da chinela e o dos pés dele, então Dona
Pandá, lembrando-se de seu avô, disse:
- Tudo bem, calcanhar não é pé. -
Divino subiu e Dona
Pandá ficou segurando a escada. De repente, ela viu um pé se levantar
estranhamente, num ângulo de 90 graus à esquerda, e a perna acompanhar levando todo o corpo que não passou do chão,
embora parecesse trêmulo e com o rosto embranquecido pelo choque levado. O susto foi maior que a dor, segundo o
acidentado que tudo fez para minimizar a vergonha passada. Dona Pandá se sentiu
culpada e preocupada com as consequências do choque e do tombo, mas o rapaz só se
desculpava. Aí falou mais alto o autoritarismo da dama que o fez se movimentar
observando cuidadosamente até se convencer de que de fato nada grave havia
acontecido. Deixada a escada de lado, voltaram à casa principal e recomeçaram a
pesquisa.
Às 14h, depois de
uma batalha com a escada, agora de madeira, para verificar os fios nos postes altos, Dona Pandá foi
novamente em busca de um ponto de sinal para o celular e pediu socorro para o
Vanderlei. Chegando, ele substituiu Dona Panda no segurar a escada e mais uma
hora se passou sem que se descobrisse algo que desse a luz. A ideia, então, foi o Vanderlei buscar seu
sogro Hélio, o eletricista que havia feito a instalação elétrica da CXury. O
pequeno problema é que Hélio estava, em consequência de um acidente, de
muletas.
O eletricista chegou
junto com a chuva. Os três corajosos rapazes, sem tomar conhecimento da água
que caia, foram vistoriar toda a rede interna à Chácara. Hélio, no chão, encostado
em alguma árvore comandava, enquanto os outros dois – um no chão segurando a
escada e o outro sobre ela – executavam as ordens de pega o fio azul, testa com o fio branco... Num determinado
momento, com a chuva mais forte, Dona Pandá falou que estava desistindo e no
outro dia veria o que fazer, pois além da chuva, do cansaço, o dia já
desaparecera há algum tempo. Os intrépidos cavalheiros comunicaram que só iriam
embora depois de deixar as geladeiras funcionando.
Eram 20h quando
descobriram o ponto do curto que, evidentemente, estava nos últimos metros de
fio vistoriado. Fomos, então, testar. Todas as lâmpadas e tomadas queimadas, assim
como o forno micro-ondas, o rádio-relógio, filtros de linha e outras cositas más. Quando Dona Pandá
abriu o freezer, nem acreditou... estava tudo congelado ainda, após 24h! Dona
Pandá estava salva!
sábado, 5 de janeiro de 2013
Crise entre Câmara e STF se agrava após declarações de candidato a presidente
- A eventual substituição do atual presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT/RS), por um nome do PMDB, eventualmente o do potiguar Henrique Eduardo Alves, está longe de frear a crise institucional que se avizinha com a ordem do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de cassar o mandato e mandar para a prisão os deputados petistas João Paulo Cunha e José Genoino, ambos da bancada paulista. Alves é um dos nomes mais cotados na bancada para assumir o terceiro cargo mais importante da República e já avisou que, uma vez eleito, não pretende cumprir o mandato expedido pela Corte Suprema pela cassação automática dos condenados no julgamento da Ação Penal 470, conhecida como ‘mensalão’.
– Não (abro mão de colocar a matéria para votação em Plenário). Nem o Judiciário vai querer que isso aconteça. Na hora em que um Poder se fragiliza ou se diminui, não é bom para a democracia – sentencia Henrique Alves, em entrevista nesta sexta-feira ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo.
A decisão do STF ocorreu com o voto de desempate do ministro Celso de Mello, em 17 de dezembro. Ele decidiu que os deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) perderão o mandato ao final da análise de todos os recursos cabíveis, com o processo da AP 470 transitado em julgado. A decisão agora se estende a Genoino, que era suplente e tomou posse, nesta quinta-feira, como titular na Câmara Federal. Alves aproveitou para alfinetar o STF:
– Algum mais desavisado pode ter esquecido mas a Constituição de 1988 foi elaborada pelos congressistas. Cada palavra, vírgula e ponto ali foram colocados por nós. Então, temos absoluta consciência de nossos direitos, deveres, limites e prerrogativas. A questão da declaração da perda do mandato é inequívoca que é do Parlamento.
No final do ano passado, Marco Maia classificou como uma “ingerência” no Parlamento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que o país pode ter uma crise institucional. Maia, logo após a decisão do STF, avisou que a Casa representará contra a decisão do Supremo. Ele conversou sobre o assunto com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e aguarda para os próximos dias a estrutura do processo que será movido contra o STF.
– Eu tive uma conversa com o ministro Admas para que ele iniciasse os estudos, e que se a Câmara fosse chamada à lide, que a Câmara pudesse entrar no processo. Como esta decisão [do Supremo pela cassação] aconteceu, a Câmara vai entrar neste processo – disse o presidente da Câmara, na época.
O raciocínio de Alves segue a mesma linha de Maia, a de que a Casa não cumprirá a decisão do Supremo.
– Isso não é desobedecer o STF. É obedecer a Constituição – declarou Maia, a jornalistas.
Maia também afirmou que, se decisão do Supremo for mantida, o Congresso perderia a autoridade para definir sobre perda de mandato de parlamentares.
– Se esta decisão se confirmar, a Câmara não tratará de mais nenhum processo de cassação de parlamentares. Todos eles vão parar no STF. Deixa de ser uma prerrogativa da Câmara a cassação de deputados – disse.
Panos quentes
Apenas algumas horas após a publicação das declarações de Alves, o ministro do STF Marco Aurélio Mello rebateu as declarações de Henrique Eduardo Alves, que disse que conhece a Constituição e que compete exclusivamente ao Legislativo o poder de cassar parlamentares. O ministro Marco Aurélio atribuiu a declaração de Alves a um “arroubo retórico” por ele estar em campanha pela Presidência da Casa.
– Temos que dar um desconto, pois ele está numa caminhada política e diz isso para agradar a Casa. Uma coisa é a voz política de um candidato, a outra é a voz ponderada de um presidente da Câmara. Só espero que prevaleça a voz ponderada. Mas neste momento, ele tem que atender sua clientela interna – ponderou. - Fonte: Redação do CdB (Brasília)
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
O “quarto poder” se assanha
“Quarto poder” é uma expressão criada para qualificar, de modo livre, o poder das mídias em alusão aos outros três poderes típicos do Estado democrático: Legislativo, Executivo e Judiciário. Esta expressão refere-se ao poder dos meios de comunicação quanto à sua capacidade de manejar a opinião pública, a ponto de ditar regras de comportamento, influenciar as escolhas dos indivíduos e da própria sociedade.
Por Robson Sávio Reis Souza*
O filme Mad City discute o poder dos media sobre a opinião pública, mostrando a manipulação da mídia para favorecer os interesses de terceiros; a sua capacidade de construir e destruir mitos; a sede por notícias e aquilo que se diz notícia; a dúvida do que seria o verdadeiro jornalismo. Analisa também o sensacionalismo e o circo construído em cima de determinados fatos.
No Brasil, o poder da grande mídia tem sido objeto de muitas reflexões. Venício A. Lima, neste Observatório da Imprensa, nos oferece importantes interpretações sobre a influência da grande mídia (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed717_o_poder_da_midia_contradicoes_e_(in)certezas). Um dado importante, a ser destacado, é que a grande mídia já não exerce mais a influência decisiva que exerceu em campanhas eleitorais no passado, determinando o curso da história. Numa sociedade que se democratiza a passos largos, o povo dá evidentes mostras de sua autonomia e, neste cenário, o quarto poder começa a se posicionar para reforçar cada vez mais o Judiciário, em mais uma guinada à direita.
O lado conservador
A grande mídia age desta forma não porque deseja um Judiciário independente e democrático. Muito pelo contrário. Age desta forma porque deseja, ardorosamente, que os togados – distantes do povo e incrustrados nos suntuosos tribunais – não se “contaminem” com os ventos democratizantes – que garantem a pluralidade, a diversidade cultural e a igualdade de direitos. Para os cartéis midiáticos é importante que o Judiciário se mantenha afastado dos anseios populares e democráticos para respaldar as arbitrariedades perpetradas cotidianamente pelo quarto poder – que se julga acima do bem e do mal, a tal ponto de querer determinar, antes mesmo do pronunciamento dos tribunais, quais são as penas, quem são os réus; enfim, quem são os bandidos malvados que devem ser eliminados a qualquer custo; ao arrepio da própria lei que, paradoxalmente, tenta defender.
Todos os grandes veículos de comunicação, nos últimos dias, caminham em uníssono para a blindagem do Judiciário, representado neste momento pelo STF. Por outro lado, insuflam, criminosamente, a população contra os demais poderes, sendo o “patinho feio” da vez o poder legislativo. É claro que se avizinham mudanças significativas, via legislação, nesse “estado de coisas” que pariu, foi conivente e edificou uma mídia tão venal, autoritária, refratária e golpista nesta República ainda de poucos. E essas empresas de comunicação buscam se alinharem a um Judiciário – não menos refratário – para manter as coisas como elas são; em outras palavras, esse establishment, numa sociedade que ainda não conseguiu fazer a sua “reforma agrária do ar”.
Todos os países democráticos já conseguiram avançar em legislações de controle social da mídia. Os poucos países que não avançaram nesse pantanoso terreno buscam manter os privilégios dos grandes meios de comunicação calçados em decisões justamente do Poder Judiciário. Não é à toa que os togados representam, historicamente, o lado conservador das sociedades. Vide, recentemente, a disputa que se instalou na Argentina: respaldado em decisões judiciais, o grupo Clarín – aquele império erguido em acordos e em circunstâncias pouco confessáveis – busca no Poder Judiciário postergar as modificações democratizantes advindas com a Ley de Medios.
Um golpe que se avizinha
Voltando a nossas plagas, inúmeros articulistas e comentaristas políticos brasileiros têm demonstrado o perigo de um poder autocrático, como o Judiciário, definir os rumos da vida social. Mauro Santayanna, por exemplo, escreveu que “todas as leis, que estabelecem as regras de convívio na sociedade e organizam e normatizam a ação do Poder Judiciário e do Executivo, têm que ser discutidas e aprovadas pelos parlamentares, para que tenham a legitimidade, uma vez que representam a vontade popular. Só o Poder Legislativo, conforme a obviedade de sua definição, outorga estatutos ao governo e, em alguns casos, reforma o próprio Estado, se for eleito como poder constituinte. O parlamento, ao receber do povo o poder legislativo, não pode delegá-lo a ninguém, nem mesmo a outras instituições do Estado”.
Roberto Amaral afirma: “Ao contrário do Executivo e do Legislativo, o Judiciário, no Brasil, é o único dos poderes republicanos que desconhece a única legitimidade conhecida pela democracia, aquela derivada da soberania popular. Em vez de mandatários da vontade da cidadania, expressa em eleições periódicas das quais derivam mandatos certos, os membros do Judiciário – agora me refiro aos Tribunais superiores, a começar pelo STF –, são nomeados pelo Presidente da República; em vez de exercerem mandatos a termo (como os titulares dos poderes Executivo e Legislativo em todas as instâncias) suas investiduras relembram a monarquia, pois são vitalícias”.
Por fim, Eduardo Guimarães nos alerta para um golpe que se avizinha caso a sociedade continue imobilizada contra as forças reacionárias que se assanham nos últimos tempos no Brasil: “Afirmo que a sociedade está indignada com mídia, oposição e Judiciário por conta do que essas forças hoje discricionárias estão perpetrando contra a democracia. E o que é que a sociedade recebe dos que prometeram representá-la? Deram vazão à sua voz? Não, acovardaram-se miseravelmente. E o pior é que não pagarão sozinhos um preço desse imobilismo que terá que ser pago”.
Independência dos poderes
Em contrapartida, manchete de sexta-feira (21/12) do jornal O Globo – cuja organização que o sustenta foi erguida e consolidada em tempos, circunstâncias e condições pouco memoráveis – acusa o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), de intimidar ministros do STF, quando o que está ocorrendo no Brasil é justamente o contrário.
Para além da briga pelo “grito mais alto e definitivo”, há que se registrar outro fato: a grande mídia, aliada de primeira hora a segmentos da direita enrustida e raivosa brasileira, não tolera que o “andar de baixo” tenha autonomia. Além de demonstrar independência nas eleições municipais, o povo também exibe a mesma autonomia em relação à formação da uma opinião pública: nas últimas pesquisas de opinião publicadas pelo Datafolha e Ibope, o percentual dos que “confiam muito” na imprensa caiu de 31% para 22% e os “não confiam” de jeito nenhum nos jornais subiu de 18% para 28%. Aos poucos, separa-se o joio do trigo; ou seja, a opinião publicada não é a opinião pública. É neste cenário que a crescente judicialização da política, no Brasil e no mundo; um risco à democracia. Não podemos esquecer que o Judiciário é o poder menos transparente, menos democrático, mais aristocrático e mais distante da “vida como ela é”, como dizia Nelson Rodrigues.
Enganam-se aqueles que rejubilam com os arroubos autoritários do Judiciário. A quem interessa que um poder tão distante do povo possa se sobrepor às demais instituições republicanas?
O mesmo Tribunal que condena “mensaleiros” também concede inúmeros habeas corpus para que criminosos fiquem calados em Comissões Parlamentares de Inquérito, obstaculizando investigações do Legislativo e reforçando a ideia de que CPIs sempre viram pizza (a quem interessa a deslegitimação do Legislativo?); livra banqueiros corruptos de prisão (concedendo, na calada da noite, duas limares em menos de 24 horas) ou é o mesmo que deu fuga a Salvatore Cacciola e que absolveu o ex-presidente Fernando Collor por inexistência de provas. Evidente que muitas das decisões do Supremo estão eivadas de interesses políticos. Paradoxalmente, é a política (enquanto jogo e disputa do poder) que o Supremo tenta deslegitimar, ao interferir na independência dos poderes das instituições republicanas.
Donos da verdade
Se existe um poder totalmente sem controle no Brasil, este poder chama-se Judiciário. Prova disto, é que nem mesmo o Conselho Nacional de Justiça consegue fazê-lo transparente. “Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a ‘juizite’”, disse a ministra Eliana Calmon, ex-presidente do Conselho Nacional de Justiça à revista que se tornou a porta-voz-mor da direita refratária e perversa brasileira: Veja.
Temos inúmeros políticos de conduta duvidosa no Legislativo e no Executivo, é verdade. Mas estes dois poderes, não obstante suas mazelas, possuem mecanismos de prestação de contas e controles interno e externo muito mais efetivos. O voto, por exemplo, é um desses mecanismos. E não venham dizer que o povo não sabe votar. Isso é conversa de gente preconceituosa, que detesta a verdadeira democracia, na qual todos têm os mesmos direitos e deveres.
E em relação ao Judiciário, o que podemos dizer em termos de transparência, controle e prestação de contas à sociedade? Qual a participação popular na configuração do Judiciário? A onipotência das togas, numa democracia, é indesejável. O judiciário tem que ter limites. Não podemos concordar que uma elite jurídica, qual casta incorruptível, venha a determinar os rumos da vida republicana, em detrimento da política. Juízes não podem ser os donos da verdade.
O medo das elites
A democracia só é possível dentro dos marcos do pluralismo das ideias, e as decisões da Justiça não podem extirpar a possibilidade do surgimento dos conflitos sociais e da plena mediação de tais conflitos por todos os poderes republicanos, e não somente pelas vias jurídicas e judiciárias.
Estamos, infelizmente, caminhando a passos largos para uma onipotência judicial ou, se preferirmos, para um governo dos juízes, em que as grandes decisões políticas vão se deslocando do âmbito do Legislativo e do Executivo para o do Poder Judiciário. Isso não é avanço institucional; ao contrário, trata-se de retrocesso perigoso.
Terrível pensar numa sociedade onde juízes se colocam no lugar de semideuses, autodeclarando-se os donos da verdade. Não podemos assistir calados e inertes a tal disparate.
A Constituição de 1988, a carta cidadã, estabelece em seu artigo 1º, parágrafo Único: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição.” Portanto, claro e cristalino, não é o Judiciário quem dá a última palavra. No artigo 1º, que inaugura nossa Carta Magna, está instalado o medo das elites – aqui representadas pelo Poder Judiciário e pela grande mídia: o poder emana do povo.
*Robson Sávio Reis Souza é filósofo e professor da PUC Minas.
Fonte: Observatório Imprensa
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Pablo Neruda conta história de Luis Carlos Prestes
Luís Carlos Prestes morreu em 1990 de causas naturais. O poeta chileno Pablo Neruda, em seu livro Canto Geral, que retrata a história da América Latina do ponto de vista dos povos colonizados, chamou em um poema Luis Carlos Prestes de "Claro Capitão". Neste curta você vai reviver o primeiro encontro do poeta com o Cavaleiro da Esperança e descobrir outros segredos de Neruda.
O filme pode ser visto em:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=29&id_noticia=201780
(Fonte: Mandala Filmes)
Polêmica com Luiz Fux alerta Senado sobre impeachment de ministro do STF
Ministro
do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux encontra-se na alça de mira de
parlamentares tanto da oposição quanto da base aliada. Fux encontra-se sob fogo
pesado, após afirmar a jornalistas que pediu a autoridades dos governos dos
presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff para ser indicado à
Corte Suprema. Segundo o ministro-chefe da Secretaria da Presidência da
República, Gilberto Carvalho, em recente entrevista, “sem que ninguém o
perguntasse”, Fux garantiu que “mataria no peito” o julgamento dos líderes de
esquerda envolvidos na Ação Penal (AP) 470, encerrado na semana passada com todos os votos do ministro contrários aos réus.
................................................
Impeachment
Diante do
fogo cruzado, no qual integrantes da oposição ao governo federal também
questionam os últimos pronunciamentos do ministro, o jornalista Paulo Henrique
Amorim, apresentador de um jornal da rede de TV aberta Record, e editor
do blog Conversa Afiada adiantou, nesta terça-feira, que na volta
do recesso parlamentar, o Senado deverá votar o impeachment do ministro
do STF Luiz Fux.
Amorim, em
texto publicado na véspera, questiona: “Os votos do Ministro Fux estão
irremediavelmente sob suspeita. O depoimento de Gilberto Carvalho o incrimina
de forma inequívoca. Como é que um ‘candidato’ (…) a Ministro do Supremo visita
um Ministro de um Governo petista e promete a este Ministro petista que
‘tomaria uma posição muito clara’ num processo que ‘não tinha prova nenhuma’ e
incriminava líderes? Onde é que nós estamos? Com quem mais ele fez campanha?
Com o Daniel Dantas? Com o Padim Pade Cerra?”.
..........................................................
“O Requião diz que o
Congresso transformou-se numa ameba, porque tem o rabo preso. O Collor
denunciou um Procurador Geral que chama de chantagista e prevaricador, como
quem pregasse no deserto. Tem o PT vermelho, do Marco Maia, que disse não ao
Barbosa e, certamente, contribuiu para que a Democracia caísse na cilada do
Gurgel. Mas, tem também o PT amarelo, o ‘Odarelo‘. Esse PT Odarelo
é o que, aparentemente, predomina no Senado. E, nesse intervalo natalino, o
próximo Ministro do Supremo deve estar a prometer ao Felipão, ao Faustão e ao
Gilberto Carvalho que vai ‘matar os tucanos’ com um tiro no peito”, concluiu
Paulo Henrique Amorim.
Vejam a íntegra da matéria
em:
http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/polemica-com-luiz-fux-alerta-senado-sobre-impeachment-de-ministro/563401/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20121227
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Flores amarelas da Chácara Xury
Para as pessoas do meu bem querer
Hoje, quando de minha andança com
os cachorros – Bia, Bei e Pretinho – percebi que o momento, na Chácara Xury, era das flores
amarelas. Estão trazendo uma vibração energizante e me oferecendo
uma beleza convidativa. Convidam a uma reflexão.
Nos últimos anos, pessoas muito
queridas se foram, o País esteve no fio da navalha, pessoas também muito
queridas estiveram em dificuldades, mas pessoinha nova acaba de chegar. É a
primeira reunião no natal de minha família de que não participarei. Ainda tenho
a grande pendência com o INSS que me traz os sentimentos terríveis de injustiça
e impotência, porém, aí, bem paralelo, me chegou a viabilidade - por meio de um
gesto de muito amor e generosidade - de permanecer no ponto que construí.
As As flores amarelas parecem trazer
uma mensagem que não fala do negativo. Elas são energia vibrante, elevam. Na mitologia
africana, o amarelo é a cor de Oxum, a dona das águas doces, do ouro. É a
mãezona, a grande protetora, um orixá positivo.
As pessoas queridas que nos
deixaram estão tão presentes em mim! Há muita saudade, mas estão me preparando, a me dizer que nada é
para sempre. Na família, sou a bola da vez, sou a mais velha. Gostaria que minha partida não fosse na cama. Para isto
ando tomando cuidados. O passar dos anos me marcou, como não poderia deixar de
fazer, mas continuo recebendo estes fluidos, vindo da natureza deste meu lugar e dos corações amigos que me fazem sentir tanto a vida.
Nosso País parece ter evitado uma
crise institucional e acredito que terá um desempenho sócio-econômico medíocre,
mas nem tanto. Quero crer que estamos caminhando devagarinho para um amenizar
das desigualdades. Temos que acreditar
no bom senso dos três poderes, na capacidade de luta da população e no seu discernimento.
Temos uma mulher nos liderando e sua sensibilidade e memória nos conduzirão por
caminhos mais justos. Nosso parlamento pode ter acordado e, quem sabe, ainda fará a sua parte. Os juízes,
depois do descanso, sem os holofotes, podem perceber e desempenhar seu papel de
uma forma mais sensata e independente.
As pessoas queridas que lidaram com maiores
dificuldades estão no caminho da saída e conseguirão, são fortes, corajosas,
batalhadoras. A elas envio minhas boas energias que, carregadas de intenso
amor, ajudarão puxar em sua direção as forças do Universo.
À pessoinha de chegou já lhe
enviei minha bênção e a certeza de que todo o amor que a recebeu só pode ter um
resultado, a felicidade.
Minha pendência com o INSS, preciso acreditar que 2013 será o prazo da solução. Sobretudo preciso acreditar que esse órgão, que deveria ser o primeiro a defender e apoiar os idosos, sairá de sua redoma e se democratizará, com justiça. Preciso acreditar que nossa contribuição será destinada às aposentadorias.
Assim, as flores amarelas são o
presente mostrando o belo, trazendo para a Chácara Xury uma energia solidária
que irá alcançar as pessoas a quem quero bem. As flores amarelas são generosas
em inspiração. Olho para elas e sinto paz, alegria por estar aqui e poder
desejar compartilhar com meus amigos queridos as maravilhas da vida. A eles
ofereço as flores amarelas da Chácara Xury. Permito-me sonhar que esta energia da cor do ouro e que está na sua bandeira cobrirá nosso Brasil.
Salve 2013, o ano das flores amarelas!
domingo, 23 de dezembro de 2012
Berinjela para mestres habilidosos
Dona Pandá continua com o objetivo de não deixar os produtos da horta
perderem com a chuva incessante. Berinjela, tomate, pimentão e pepino
são os que estão chegando, pelas mãos de Vanderlei. Sabendo do aperto
de Dona Pandá na cozinha, ele vem com a gamela cheia e antes que lhe
digam qualquer coisa, vai logo se desculpando:
- Se ficarem nos pés vão apodrecer. A pobrezinha da alface já se foi, suas folhas melaram tudo.
Vanderlei e sua bela gamelaHoje, Dona Pandá resolveu experimentar uma receita(1) que a mana sábia lhe passou por telefone.
Ingredientes: berinjela, tarine e temperos a gosto.
Jeito de fazer
Depois de higienizar a berinjela, espete-a num garfo, preferentemente de cabo longo. Leve ao fogo, girando o garfo para não deixar queimar. Quando a berinjela estiver assada, ela muda a consistência, ficando mole, retire a pele, amasse-a, coloque os temperos e uma colher de chá de tarine, misture bem. Coloque em um vidro, tampe e guarde na geladeira.
Esta pasta vai bem com torradas, pão integral e, claro, com cerveja do Alívio Gelado (11 2812 3338/www.aliviogelado.com.br).
Pois bem, a receita está aí. Agora, Dona Pandá já avisa (quem avisa amiga é) não é para qualquer um. Trata-se de uma receita que demanda muita habilidade. Passei certo apuro para me manter séria, enquanto Dona Pandá lutava com o garfo e a berinjela. Inicialmente, tudo estava indo conforme a receita, de repente, começou a sair fumaça e um cheiro de queimado. Alguém que passava por perto, gritou:
- Vire o garfo. – Imediatamente, veio a resposta:
- O que você acha que estou fazendo?
- Não está virando com a velocidade necessária.
Pois bem, a receita está aí. Agora, Dona Pandá já avisa (quem avisa amiga é) não é para qualquer um. Trata-se de uma receita que demanda muita habilidade. Passei certo apuro para me manter séria, enquanto Dona Pandá lutava com o garfo e a berinjela. Inicialmente, tudo estava indo conforme a receita, de repente, começou a sair fumaça e um cheiro de queimado. Alguém que passava por perto, gritou:
- Vire o garfo. – Imediatamente, veio a resposta:
- O que você acha que estou fazendo?
- Não está virando com a velocidade necessária.
De fato, nossa mestra cuca descobriu que de um lado estava pegando fogo, enquanto de outro, não havia sinal de alteração na cor da fruta. Corrigiu, no maior silêncio, o ritmo das viradas e toda contente achou que estava tudo como gosta, sob seu controle. E outro de repente apareceu para lhe tirar o sossego, a berinjela se espatifou no fogão. Correria para apagar o fogo. No atrapalhado da situação emergencial, nossa amiga pegou, sem qualquer proteção para as mãos, a fruta preta, deu um berro e a pobrezinha (da fruta...) foi parar dentro da pia (ainda bem que estava limpa). Os dedos da distraída (ou seria mesmo incompetente?) ficaram vermelhinhos. Turrona, de dedos queimados, continuou a operação. Conseguiu colocar a berinjela num prato e com o auxílio de um garfo menor e uma faca foi tirando a pele, percebendo que alguns potinhos pretos ficaram. Então, com uma colherzinha, depois de alguns minutos, achou que estava livre deles e começou a amassar a fruta que pôs resistência ao garfo, era a pele que fora retirada apenas a película exterior, restando ainda uma outra. Aí a cheia de dedos vermelhos resmungou:
- Caraca! não sabia que berinjela tem duas peles.
Ficamos no maior silêncio. Esperávamos o prato que, como Dona Pandá - ainda serena, antes de a berinjela mostrar sua personalidade -, havia dito, é muito saboroso. Quero dizer, o prato que a mana sábia fez, em Guarapari quando as duas lá estavam.
Depois dessa última operação, foi possível, enfim, amassar, temperar e misturar o tarine. Na receita, existe o alerta que o prato é melhor depois de totalmente frio, mas a demora, aqui, neste nosso caso, foi tal que já estava no ponto de degustar. Foi o que fizemos, com muito prazer.
Acho que os dedinhos vermelhos foram totalmente esquecidos. (é claro, que ninguém ousou tocar no assunto). É, de fato, um patê gostosíssimo!
Quem tiver habilidade um bocadinho mais que a da Dona Pandá pode fazer que a delícia é garantida.
(1) Contribuição, com a maravilhosa receita, de Meiri Lemos Cintra, a quem a Chácara Xury muito agradece.
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