Vamos votar comparando as propostas dos candidatos. No site abaixo, podemos ver as propostas da Chapa Petista: Lula e Haddad. Vamos ler, refletir e comparar com cuidado, sem preconceitos e depois resolvemos o que é melhor para nós e para o Brasil.
Este blog se destina a discutir ideias e caminhos ligados à literatura, à vida de bem com a natureza, à construção de um país mais justo. Buscar ser feliz é nossa obrigação. Vamos falar de livros,artesanatos, bichos,plantas orgânicas, saúde,movimentos sociais. LULA PRESIDENTE!
domingo, 19 de agosto de 2018
Plano de Governo do Lula
Vamos votar comparando as propostas dos candidatos. No site abaixo, podemos ver as propostas da Chapa Petista: Lula e Haddad. Vamos ler, refletir e comparar com cuidado, sem preconceitos e depois resolvemos o que é melhor para nós e para o Brasil.
O PT arma-se contra a mídia
Tudo indica que
Lula vai para o confronto pela aprovação de um marco regulatório e Haddad já
está sintonizado com o plano
Lula, com ou fora do poder, está em rota de colisão com a Rede Globo, e
outras empresas, com a finalidade de democratizar a comunicação social no
Brasil. Tem de ganhar a luta política. O confronto deve ser duro. É o que se
prevê.
Eleito em 2002, o metalúrgico, talvez empolgado, tentou um convívio
amável com Roberto Marinho. O idílio mudou com o tempo. Na morte de Marinho,
Lula compareceu ao enterro. Leonel Brizola também foi.
Eleito, em 1991, para o governo do Rio de Janeiro, o gaúcho talvez tenha
agido protocolarmente. Brizola enfrentou e ganhou a eleição para o governo do
Rio de Janeiro e preparou-se para disputar a Presidência da República. A
ambição política os afastou.
Com Lula tudo indica que, desta vez, no confronto com os Marinho, ele
vai ou racha. Se eleito, o candidato petista, seja ele quem for, vai
apresentar nos seis primeiros meses de governo uma proposta de democratização
midiática. A base do trabalho já está feita e tem sido repetida por Fernando Haddad. Sem pestanejar,
espera-se.
O jornalista Marcos Dantas, professor Titular da Escola de Comunicações
da UFRJ, integrante do grupo de formação deste novo marco regulatório, pretende
impor os “princípios da Constituição para democratizar largamente a comunicação
social e impedir que beneficiários das concessões públicas e controladores das
novas mídias restrinjam o pluralismo e a diversidade”.
Isso assusta os barões da mídia? Dantas, porém, não é
impulsionado pela posição partidária. Diz ele: “A diferença na condição
do exercício da liberdade de expressão é uma
das desigualdades centrais da sociedade brasileira”.
Há brechas no artigo 220 da Constituição para enfrentar “monopólios e
oligopólios diretos e indiretos, com limites à concentração dentro do mesmo
mercado à propriedade cruzada, à integridade vertical, bem como vedar toda e
qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”, lembra Dantas.
Ele explica: “O governo Lula investirá fortemente na garantia da
universalização da banda larga barata e acessível para todos e todas”. E
acrescenta: “A distribuição das concessões deve ampliar a participação de
universidades, sindicatos e organizações da sociedade civil nas outorgas para o
sistema público e privado de rádio e televisão”.
A desconcentração dos investimentos publicitários estatais está prevista
de forma a “promover a diversidade, inclusive regional, e impedir que os gastos
públicos reforcem a concentração da comunicação”. Em caso de vitória do
petista, o caminho estará aberto.
sábado, 4 de agosto de 2018
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
A estrela sobe?
por Marcus Ianoni — publicado 02/08/2018 14h03
Uma virada política
à esquerda está em construção e é factível que se viabilize em outubro
O cenário que se esboça é a repetição da disputa entre esquerda e
direita, com ou sem Lula
A estratégia do PT de manter a candidatura de Lula, mesmo com ele preso,
tem se revelado frutífera do ponto de vista eleitoral. Em primeiro lugar, a
campanha de denúncia e de luta contra o processo judicial arbitrário, sem
provas, altamente politizado, enfim, que o levou à prisão é uma posição de
resistência política fundamental contra a deterioração do Estado Democrático de
Direito associada ao golpe contra a presidente Dilma Rousseff, em
2016.
Em segundo lugar, a criminalização do PT e a exclusão política da
candidatura de Lula são as principais motivações da marcha à direita em curso
no País, de modo que o PT apostou, e considero que o fez corretamente, na
exploração de todas as possibilidades políticas e institucionais de resistência
possíveis, usando o próprio processo eleitoral como um caminho singularmente
fértil para maximizar a luta contra o arbítrio e, assim, fortalecer seu cacife
para o pleito presidencial de 2018.
Na última pesquisa Vox Populi/CUT, Lula tem 41% das intenções de
voto. O segundo colocado, Jair Bolsonaro aparece bem distante, com apenas 12%.
Como disse um humorista recentemente, o candidato preso está com a vida bem
mais fácil que os candidatos livres, que suam a camisa percorrendo o Brasil,
mas não chegam a ameaçar o petista. Nesse cenário, Lula venceria no primeiro
turno.
Mas há também duas novidades importantes no campo progressista. A
primeira é que, confirmada a cassação do registro da candidatura de Lula ou,
mesmo em caso mais grave ainda, se esse próprio registro for casuisticamente
negado pelo TSE, as tendências apontam para o aumento de sua capacidade de
transferência de votos para outro candidato, mecanismo que já ocorreu nas
eleições de 2010, 2012 e 2014: a eleição e reeleição de Dilma Rousseff e a
eleição de Fernando Haddad.
Há cerca de um mês, uma pesquisa eleitoral feita por encomenda da XP
Investimentos constatou que se a candidatura de Haddad, por exemplo, for
apresentada isoladamente, reúne 3% das preferências, mas esse número sobe para
11% se o candidato for vinculado a Lula.
Há dez dias, a Vox Populi mensurou que a capacidade de transferência de
Lula, nesse momento, varia entre um mínimo de 20% até um teto de 32%. Esse
quadro colocaria o eventual Plano B do PT no segundo turno. Dois terços dos
eleitores de Lula tendem a votar em quem ele indicar.
A outra novidade importante que impacta no campo progressista é o revés
enfrentado, no momento, pela candidatura de Ciro Gomes em função do Centrão (PP, PR, DEM, PRB e SD) ter
recuado em apoiá-lo e estar negociando o apoio a Geraldo Alckmin.
Embora hoje, como nunca antes na história nacional, tudo que era sólido
se desmancha no ar e, por isso, a previsibilidade está um tanto quanto
pressionada pela volatilidade, não é pouca coisa essa reação da direita
neoliberal mais orgânica, capitaneada pelo PSDB, para fazer frente ao
Bolsonaro.
Desenha-se uma forte candidatura alternativa de direita à extrema-direita,
inclusive pelo tempo de tevê que pode arregimentar. A maré conservadora é
forte, mas, como seu programa tem pouco a oferecer à Nação, essa força pode ser
um mero castelo de areia.
Por outro lado, a esquerda enraizada na base popular e competitiva para
governar não está sangrando, pelo contrário, a estrela petista sobe. O programa de governo da candidatura Lula,
coordenado por Fernando Haddad, começou a ser divulgado.
Contém propostas inovadoras, que, por um lado, motivam a militância, por
outro lado, representam alternativas ao caos econômico e político nacional: a
revogação da emenda constitucional do teto de gastos e da reforma trabalhista,
o aumento da oferta de crédito, inclusive por meio da redução do spread bancário pela via da política
tributária e o incentivo à democracia direta prevista na Constituição de 1988,
com os plebiscitos e referendos.
Enfim, prevalecendo o cenário desenhado nesse artigo, se repetirá a
estrutural disputa entre esquerda e direita que ocorre desde as eleições de
1994: a efetiva competição será entre, por um lado, PT e seus aliados e, por
outro lado, PSDB e o Centrão.
Uma virada política à esquerda tem sido construída e se revelando
factível de viabilizar-se em 2018. Mas toda a perseverança e a inteligência
política são poucas para garantir essa vitória que poderá tirar o País do fundo
do poço e recuperar a democracia maltratada pela ofensiva conservadora.
Um pacto de não agressão e uma ponte de diálogo entre os progressistas
precisam ser cultivados. Boas ideias para a economia também são fundamentais.
*Marcus Ianoni é cientista político, professor do Departamento de
Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF), realizou estágio de
pós-doutorado na Universidade de Oxford e estuda as relações entre Política e
Economia
segunda-feira, 30 de julho de 2018
sexta-feira, 27 de julho de 2018
A carta de Lula e a luta da imprensa independente em defesa do Brasil
Joaquim de Carvalho (no Diário do Centro do Mundo)
A carta de Lula
aos blogs progressistas é um documento histórico em defesa da liberdade de
expressão e o resultado de uma análise lúcida sobre o papel da imprensa no
desenvolvimento de uma nação. Um trecho resume bem essa análise:
”Mais do que acreditar na minha inocência – porque leram o processo, porque checaram as provas, porque fizeram Jornalismo – os blogueiros e blogueiras progressistas estão contribuindo para trazer de volta o debate público e resgatar o jornalismo da vala comum à qual foi atirado por aqueles que o pretendem não como ferramenta capaz de lançar luz onde haja escuridão, mas apenas e tão somente como arma política dos poderosos.”
”Mais do que acreditar na minha inocência – porque leram o processo, porque checaram as provas, porque fizeram Jornalismo – os blogueiros e blogueiras progressistas estão contribuindo para trazer de volta o debate público e resgatar o jornalismo da vala comum à qual foi atirado por aqueles que o pretendem não como ferramenta capaz de lançar luz onde haja escuridão, mas apenas e tão somente como arma política dos poderosos.”
Este é,
precisamente, o ponto que separa a imprensa livre, que é chamada também de
independente ou progressista, da mídia corporativa ou velha imprensa: jogar luz
onde haja escuridão.
Esta é a missão
do Jornalismo (Lula escreve, corretamente, com letra maiúscula): Explicar em
vez de confundir, buscar a informação capaz de transformar, informação que surpreenda
e, surpreendendo, quebre a corrente do senso comum e ajude na luta contra a
pior das pragas de uma nação: o preconceito, fruto ignorância.
Ignorância não no
sentido da falta de escolaridade formal ou de estudo, mas da ausência do
conhecimento sobre a verdade factual. Ignorância que é construída, diariamente,
pela velha imprensa.
Neste momento,
faço a cobertura sobre os furos do processo do sítio de Atibaia e me deparei
com exemplos concretos sobre o que a desinformação pode fazer numa sociedade.
A farsa de que
Lula é dono de um sítio nasceu de um boato que circulava insistentemente no
bairro do Portão, em Atibaia, depois que Marisa Letícia foi vista comprando pão
e mortadela Ceratti na padaria local, e bebendo café em copo descartável.
Isso é crime?
Não.
Mas, como ela ia
com a família ao sítio de amigos perto dali, logo começou o zunzunzum de que
era proprietária da área.
O boato chegou ao
conhecimento dos procuradores da república, que estavam empenhados na Operação
Lava Jato, e a força-tarefa baixou lá.
O que isso tem a
ver com a Petrobras, o que justifica a Lava Jato? Em princípio, nada, mas a os
procuradores foram a Atibaia do mesmo jeito.
Gesuldo, o
gerente da padaria, conta que dois homens — um deles o procurador Roberson
Pozzobon, sei porque mostrei a foto e ele confirmou — estiveram na padaria,
sentaram em uma mesa e pediram para falar com o gerente.
Pozzobon queria
saber se ele tinha visto Lula pela região. O gerente negou, mas, mais tarde,
ligou no número que o procurador tinha deixado para dizer: não tinha visto
Lula, mas Marisa.
Começou, então,
uma negociação para que ele gravasse um depoimento, e ele gravou, sem mostrar o
rosto, com o celular voltado para o alto e captando o áudio.
Ele disse que viu
Marisa comprando pão e mortadela.
O que isso prova?
Nada.
Mas foi usado
como fumaça num caso em que não havia fogo. Os procuradores procuraram outras
pessoas, pessoas que prestaram serviço no sítio.
Queriam saber se
a propriedade era do Lula, se era ele, a mulher ou um dos filhos que pagava
pelos serviços.
Nada.
Mesmo sem nada de
concreto na mão, o Ministério Público Federal incluiu a ação de busca e
apreensão no sítio de Atibaia em 4 de março de 2016, o dia do espetáculo da
condução coercitiva de Lula.
Entrou no pacote
que, ao fim e ao cabo, contribuiu decisivamente para a criação do ambiente
político hostil que levou ao impeachment de Dilma Rousseff.
Agora se sabe
que, naquele dia, o único depoimento colhido na região foi de uma mulher tirada
de casa pela manhã e levada com o filho pequeno, de 7 anos de idade, sem
mandado judicial, para depor no sítio.
Rosilene da Luz
Ferreira havia prestado serviço como faxineira no sítio e, questionada sobre
quem lhe fez o pagamento, disse mais de uma vez: Fernando Bittar.
A resposta
evidencia que era Bittar o dono de direito — a escritura está no nome dele — e
de fato da propriedade — é ele quem dá ordens ali.
Mas o depoimento
dessa senhora foi suprimido da denúncia, porque não contribuía para a farsa que
seria evidenciada pelo power point: Lula como chefe de uma organização
criminosa.
O depoimento de
Rosilene veio a público há pouco, quando seu marido denunciou ao juiz Sergio
Moro o que pode ser interpretado como abuso por parte dos procuradores e da
Polícia Federal.
A velha imprensa
ignorou. Mas quem lê o Diário do Centro do Mundo tomou conhecimento do caso e
teve oportunidade de ver o vídeo em que a criança aparece, assustada, ao lado
da mãe durante o depoimento — em que a mulher conta que recebeu a diária da
faxina de Fernando Bittar.
Este é um
exemplo, dentre tantos outros, em que a mídia independente combate o bom
combate, como disse Lula em sua carta.
Não é fácil, mas
o resultado tem sido reconhecido, não apenas por Lula, mas pelo publico em
geral, como mostram os números da audiência — no caso do DCM, triplicou em um
ano —, uma evidência de que o público já não confia na velha imprensa e busca
outras fontes de informação.
A situação
política no Brasil é dramática — o líder disparado nas pesquisas está sendo
impedido de concorrer —, mas tem um efeito pedagógico: mostra quem é quem.
No caso da velha
imprensa, já está claro que não trabalha pelo Brasil, mas por interesses muito
específicos.
Por que tanto
medo do Lula?
Por que tanta
violência institucional para impedir que o povo decida livremente se o quer ou
não na presidência?
São perguntas que
começam a ser respondidas e, quando tudo estiver bem claro, o Brasil já estará
maduro para tirar de cena aqueles que, realmente, trabalham para evitar que o o
país se encontre com sua vocação: a grandeza.
E dou mais um
exemplo: no dia 10 de julho estive em Curitiba, em mais uma tentativa de
entrevistar Lula — nosso pedido foi negado pela juíza Carolina Lebbos — e fiz
uma transmissão ao vivo da frente da Polícia Federal.
Fiz conforme o
protocolo, me apresentei aos policiais militares do Paraná e comecei a gravar,
no espaço que é usado pela imprensa em geral, entre o cordão de isolamento e a
Superintendência da Polícia Federal.
Depois que
terminei a transmissão e comecei a tirar fotos, um policial, o cabo Azevedo,
disse que eu não poderia permanecer ali.
Por quê?
Ele me disse que
eu deveria permanecer junto com os manifestantes da Vigília Livre. Nada contra,
mas perguntei se a imprensa não poderia permanecer no local onde eu estava.
Ele me respondeu:
“depende”.
Do quê?
“Se for imprensa
imparcial, pode.”
Questionei sobre
que critérios ele usava para definir o que parcial ou imparcial.
Ele não respondeu
nada.
Como já tinha
terminado meu trabalho, fui embora, e depois denunciei o policial à
corregedoria da PM.
O que ele fez é
fruto da ignorância.
Mas mesmo os
ignorantes precisam ser instruídos, e que a corporação a que pertence decida.
O importante é
que fiz o meu trabalho e o público foi informado.
É uma luta árdua.
Mas quem disse
que ajudar a construir uma nação seria fácil?
sábado, 21 de julho de 2018
LINHAS DO HORIZONTE - BORDANDO POLÍTICA
O Linhas do Horizonte é um grupo de
esquerda
que borda política. Com agulhas,
linhas e o gesto
ancestral do bordado, luta pela restauração da
democracia em nosso país
e resiste ao estado de exceção
implantado pelo golpe do impeachment da
Presidenta Dilma.
A ideia de demonstrar solidariedade à Dona Marisa Letícia,
vítima de
massivos, covardes e infundados ataques fascistas,
despertou a ideia de a
homenagear, demonstrando
solidadariedade, carinho e apoio. Pensamos em oferecer
à
D. Marisa um café mineiro, em BH, numa mesa forrada
com uma toalha bordada
por nós. Nascia ali, em janeiro
de 2017, a ideia do mosaico de quadradinhos
bordados e o
Coletivo Linhas do Horizonte. Desde então, os membros
do grupo
ganharam o apelido de “marisas”.
Com o recrudescimento dos ataques golpistas e com a
doença de Dona
Marisa, continuamos a bordar os quadradinhos,
mas passamos a ocupar e a bordar
em locais públicos, sempre
mantendo o propósito basilar do Grupo Linhas do
Horizonte:
Bordar Política e manifestar nosso apoio às pessoas, grupos ou
causas que se encontrem sob ataque dos fascistas. Apareceram,
assim, as faixas
planfetárias, nossa marca registrada, resultado
da interação entre nós e
passantes.
O inusitado e a força de nossos bordados políticos chamaram
atenção, nos
tornamos conhecidos e por sermos coerentes com
nossos propósitos, adquirimos
respeito e credibilidade, muito
antes de sermos elogiados por importantes
personalidades.
Crescemos rapidamente e por não possuirmos um canal para
divulgação de
nossos trabalhos, muitos nos confundiram com
outros grupos e coletivos.
O Linhas do Horizonte é um grupo autônomo de esquerda,
suprapartidário,
cujas iniciativas e ações independem de partidos,
de outros coletivos, de
agremiações, de sindicatos, etc.
O Linhas do Horizonte foi criado com o propósito de bordar
polítíca, nos
seus mais diversos horizontes: bordamos por justiça,
por liberdade, contra o
preconceito, contra a misoginia, contra
a homofobia, contra a censura, etc.
Homenageamos quem ou o que se encontre sob ataque em
seus direitos
legítimos.
Este é o nosso grupo Linhas do Horizonte.
Este texto foi retirado da página do Facebook que o Linhas do Horizonte
mantém e onde se pode conhecer melhor essas guerreiras e seu trabalho.
sexta-feira, 20 de julho de 2018
quarta-feira, 18 de julho de 2018
Por que defendemos o direito de Lula ser candidato?
Estamos vivendo um Estado de exceção, fruto de um golpe. Ele teve início na derrocada da presidenta legítima Dilma Rousseff e segue atropelando os direitos conquistados ao longo dos anos pelos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Nada ficou intocado. Direitos trabalhistas, previdenciários, educação, sociais, reforma agrária, titulação de terras indígenas, SUS, entre outros.
O papel dos meios de comunicação neste enredo parlamentar-jurídico e midiático, foi determinante, quando não, de liderança. A chamada "grande mídia" - em especial da Rede Globo -, envolta em falsos ares de isenção e democracia, fez a amarração do golpe em aliança com parte do Judiciário, do Ministério Público e do Congresso Nacional. Para isso, usou todo o seu aparato para convocar manifestações golpistas trasvestidas de protestos contra a corrupção; fez articulações nos bastidores do poder e moveu seu poder econômico em favor da ruptura com a democracia. Nesse processo, manipulou a opinião pública, contou mentiras e omitiu fatos.
Desde o golpe, o sistema Brasil de Fato (site, impressos regionais e rádio) vem denunciando os patrocinadores desse verdadeiro atentado contra o povo, que impacta prioritariamente a população pobre. Além disso, nossa linha editorial se expressa na divulgação das conquistas sociais dos últimos anos, fruto especialmente de gestões de partidos de esquerda nos níveis federal, estadual e municipal.
Se durante tais gestões o Brasil de Fato se posicionou no apoio a medidas voltadas aos anseios da classe trabalhadora - sem que, para isso, houvesse qualquer omissão das cobranças políticas necessárias -, consideramos que o Brasil chegou a um momento decisivo que exige a publicização da nossa linha editorial em relação ao tema que é central: Luiz Inácio Lula da Silva. Entendemos que o ex-presidente foi o alvo principal do golpe, que visa tirá-lo da corrida eleitoral, pois a possibilidade de ter Lula nas urnas poderia representar a volta da democracia com a classe trabalhadora como protagonista.
Lula é hoje preso político e está sequestrado por desmando de parte do Judiciário, haja vista sua condenação sem provas e com arbitrariedades em todo o processo. Defender o direito de o ex-presidente ser candidato é garantir a vigência das regras democráticas. É respeitar a Constituição e devolver ao povo as rédeas do futuro do país. Privar o ex-presidente desse direito é mais uma etapa do golpe.
FONTE: Brasil de Fato
Edição: Nina Fideles
Com 260 mil pessoas, feira do MST teve samba e rumo politico
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quarta-feira, 25 de abril de 2018
A Rede Globo e a cultura do ódio e da mentira
por Jessé Souza — publicado 27/03/2018
14h58 em CARTA CAPITAL
O conluio Globo e
Lava Jato, antes dominante, perde credibilidade a cada dia e a escalada de
violência explícita tem a marca do desespero
Hoje em dia não resta nenhuma dúvida ao leitor atento que o Brasil está
sendo vítima, desde 2013, de um ataque dirigido pelo capitalismo financeiro internacional na
sua ânsia de saquear as riquezas nacionais e se apropriar do trabalho coletivo.
Mas este ataque não tem as mesmas consequências em todos os lugares. Daí ser
fundamental inquirir pela forma especificamente nacional que este ataque
assume.
No Brasil a instituição que incorpora à perfeição o espírito do capital
financeiro é a Rede Globo. A mentira tem que ser dita não só
como se verdade fosse, mas tem de dar a impressão de ser luta moral e
emancipadora. Essa é a sofisticação demoníaca do capital financeiro que a Globo
materializa e interpreta tão bem. O ponto essencial é a criminalização da política e das demandas
populares com o propósito de legitimar a rapina da população.
A criminalização da política como forma de possibilitar o governo
diretamente pelo “mercado” e sua rapina, teve entre nós eficácia inaudita.
Nossa elite já havia produzido, com base na construção de uma imprensa venal e
na cooptação da inteligência nacional, como denuncio no meu livro A Elite do Atraso, toda uma interpretação
preconceituosa do pais como uma raça de vira latas inconfiáveis e corruptos.
O lugar institucional da roubalheira do vira-lata brasileiro seria, no
entanto, apenas o Estado patrimonial tornado o mercado, raiz e fonte real de
todo roubo, o lugar paradisíaco do trabalho honesto e do empreendedorismo. Todo
o ataque da rede globo e da lava jato para criminalizar a política foi
grandemente facilitado por este trabalho prévio de distorção da realidade, que
literalmente invisibiliza os interesses dos donos do mercado aqui e lá fora.
O outro ponto fundamental nesta estratégia é a suposta superação das
demandas por igualdade pelas demandas por diversidade que o capital financeiro
internacional defende desde os anos 90. Desse modo se cria não apenas uma
divisão artificial nas demandas populares como confere um verniz emancipador ao
capitalismo financeiro que, na realidade, passa a poder explorar
indistintamente mulheres e homens, negros e brancos, gays e heterossexuais como
se defendesse seus interesses. A apropriação da rede globo do assassinato de Marielle Franco mostra as
consequências praticas desse engodo.
Mas a Globo não parou por aí. Criminalizou a própria demanda por
igualdade que é a maior causa da cultura do ódio que grassa impune no país. A
narrativa da Rede Globo, logo depois assumida pela própria Lava
Jato, de tratar o PT como “organização criminosa” e de apenas
“fulanizar” a corrupção dos outros partidos, significou rebaixar a demanda por
igualdade, que o PT representava, de seu caráter de fim para mero meio de
assalto ao Estado.
Sem a possibilidade de conferir racionalidade política à raiva justa que
se sente pela injustiça social, parte do povo cai nas mãos da raiva e da
violência em estado puro representada por Bolsonaro e pela onda de assassinatos
políticos que grassa no país. Não ver a relação íntima entre a guerra cultural
comandada pela rede globo e o clima de ódio e assassinato de lideranças que se
alastra no país é cegueira.
O conluio com a Lava Jato, levando ao Estado de exceção e da suspensão
das garantias legais, reforça a sensação de impunidade para a violência e ódio
generalizado. O resultado é uma histeria punitivista com moralidade de fachada
que promete impunidade para o ódio aberto e assassino. Os ataques com conivência policial à caravana de Lula,
o assassinato de líderes do MST no hospital ou a chacina de jovens da periferia
são todos consequência da lógica cultural de um capitalismo do saque e da
rapina do qual a globo é a expressão máxima entre nós. A série de José
Padilha na Netflix, com padrão global de qualidade, é mais um capítulo dessa
distorção monumental da realidade.
O diretor, um boçal com virtuosidade técnica, imagina que compreende o
mundo ao chamar de “mecanismo” aquilo que não conhece e nem consegue explicar.
Como descaradamente refaz a história com intuito de falseá-la seu oportunismo é
leviano e irresponsável.
Como o conluio Globo e Lava Jato, antes tão dominante, perde
credibilidade a cada dia e é percebido crescentemente como braço do
neo-colonialismo americano, a escalada de violência explícita tem a marca do
desespero e é ai que reside o perigo para toda a sociedade. A batalha no STF
adquire importância a partir disso.
A Globo, como o ministro Gilmar Mendes denunciou, tem também, não só a Lava Jato nas mãos, mas a sua própria bancada no STF, punitivista e moralista de fachada como ela. Ainda que os interesses em jogo nesse embate não sejam de todo transparentes, vale a fórmula fundamental de Brizola: na dúvida sobre qualquer tema, escolha o lado contrário da rede globo.
A Globo, como o ministro Gilmar Mendes denunciou, tem também, não só a Lava Jato nas mãos, mas a sua própria bancada no STF, punitivista e moralista de fachada como ela. Ainda que os interesses em jogo nesse embate não sejam de todo transparentes, vale a fórmula fundamental de Brizola: na dúvida sobre qualquer tema, escolha o lado contrário da rede globo.
domingo, 8 de abril de 2018
Serenamente dizemos ao lado do povo: 'vai ter luta'Para: Ao povo brasileiro
Há anos as elites conservadoras acalentam isso que agora estão prestes a impor à nação brasileira: um golpe de Estado para implantar a plena vigência projeto conservador excludente que as urnas rejeitam desde 2002 e a Constituinte de 1988 rechaçou, então, a contrapelo da ascensão neoliberal no mundo.
O que se planeja, à revelia do escrutínio popular, encerra danos duradouros e representa o almejado repto dos mercados à Constituição Cidadã, nunca digerida pelas elites econômicas locais e internacionais. Inclui-se no repertório dos usurpadores do cargo de uma Presidenta mandatada por 54 milhões de votos, a determinação de restringir ou eliminar direitos sociais, previdenciários e trabalhistas assegurados na Carta magna; desvincular despesas obrigatórias com saúde e educação; dissolver pilares da CLT em nome de um simulacro de livre negociação, sob taxas de desemprego ascendentes; alienar o que restou de patrimônio público, com destaque para o pré-sal e os bancos estatais; revogar políticas indutoras da industrialização, a exemplo do conteúdo nacional, que faz do pré-sal, talvez, o derradeiro e mais consistente impulso industrializante desde Vargas, em termos de potencial tecnológico e de inovação e, o corolário desse assalto ao futuro: escancarar o mais valioso ativo do país, seu mercado interno, em benefício de uma assimétrica agenda de livre comércio, que reserva ao Brasil o papel de sorvedouro da capacidade excedente nos parques manufatureiros globais. O suposto que isso injetará equilíbrio fiscal e devolverá a inflação ao sacrossanto’ centro da meta’ dissimula o verdadeiro polo gravitacional do golpe: devolver as famílias trabalhadoras e os assalariados em geral, ao posto subalterno que sempre ocuparam na equação econômica excludente do conservadorismo para o país. Para isso é preciso elidir as urnas e golpear as salvaguardas constitucionais. Porque são elas, historicamente, que civilizam o mercado, impedem a ganância de impor sua supremacia ao destino dos povos e preservam a sorte das nações da instabilidade intrínseca ao automatismo das manadas capitalistas. Essa é a essência profunda do movimento golpista que não por acaso unificou os interesses plutocráticos locais e internacionais em abusada investida contra a lei, a ordem democrática e agora se prepara para garrotear os direitos da população. Quantas instalações fabris, quantas vagas de emprego qualificado, quantas famílias assalariadas sobreviverão ao plano dos guardiões do interesse rentista, que não reservam uma linha sequer ao mais estéril dos gastos públicos: os juros da dívida interna, que este ano consumirão cerca de 8% do PIB, mais de 90% do déficit ou R$ 50 bilhões ao mês? A sorte da população, desta e das futuras gerações, está em jogo. A renúncia ao papel do Estado na agenda do desenvolvimento dobra a aposta na racionalidade dos livres mercados. Aquela que desde 2008 submete povos e nações à mais grave e prolongada crise do capitalismo, desde 1929. A cortina de fumaça do combate à corrupção manejada é apenas isso: um pé de cabra manejado pelo cinismo midiático, encarregado de fraudar e interditar o debate dos verdadeiros –e graves-- desafios da luta pelo desenvolvimento em nosso tempo. Toda sabotagem ao segundo governo Dilma, desde a virulenta campanha contra a sua reeleição, que prosseguiria após a vitória, praticamente impedindo-a de exercer o mandato –mesmo quando erroneamente cedeu aos mercados em busca de indulgência—visava o desfecho que agora se esboça. O golpe visa colocar o país de joelhos, incapaz de outro desígnio que não render-se integralmente à lógica segundo a qual, ‘a população brasileira não cabe no orçamento federal feito de arrocho, não de justiça tributária; de recessão, não de crescimento; de penalização dos mais pobres, não de redução da pança rentista. É contra isso que se luta hoje nas ruas, nas estradas, nas praças, nos locais de trabalho, nas universidades de todo o Brasil Nós, intelectuais e artistas do Fórum 21 –braço de reflexão e de formulação da frente popular em formação na sociedade— temos a responsabilidade pública de declarar nosso engajamento na resistência em marcha. Vivemos horas decisivas com o ar empesteado de avisos sombrios ecoados das sombras do golpismo através de seus mensageiros na usina de propaganda midiática. A grande ponte de acesso dos brasileiros aos direitos da civilização e da democracia social, está prestes a ser interditada. Mas a alma da nação, seus trabalhadores, sua juventude, a classe média democrática, sua inteligência e sua arte resistirão. Não podemos subestimar o que vem pela frente. Esgotou-se um capítulo do crescimento brasileiro. Outro precisa ser construído. O Fórum 21 conclama seus integrantes, o mundo acadêmico e todos os intelectuais a cerrarem fileira ao lado da democracia nessa empreitada. Não apenas para resistir à usurpação de um agrupamento ilegítimo e sem voto que se autoproclamou detentor de um poder que a sociedade não lhe concedeu. Mas para fazer dessa resistência uma ponte de repactuação entre a riqueza e o potencial de nosso país e o potencial e riqueza do nosso povo. Significa, entre outras coisas, levar a círculos cada vez amplos da população a verdadeira natureza do embate que apenas começa e vai se acirrar. O embate entre uma sociedade para 30% de sua elite, ou a árdua construção de uma verdadeira democracia social no Brasil. Serenamente dizemos aos senhores do agrupamento ilegítimo que ora pisoteia a soberania da urna para instalar a lógica da ganância na vida da nação: vai ter luta, porque não trava-la seria renunciar à esperança em nós mesmos, na nossa capacidade de construir um Brasil soberano, próspero e mais justo para os nossos filhos, os filhos e netos que um dia eles terão. Não temos medo de exercer a cidadania contra a usurpação. Os integrantes do Fórum 21 já decidiram em qual margem se postarão nesse embate histórico: na dos interesses do povo brasileiro. Engaje-se também nessa luta, apoiando esse manifesto com sua assinatura. São Paulo, outono de 2016 |
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
A poluição fabrica desequilíbrios
Vivi durante
muito tempo no rural. Nasci numa fazenda e lá estive até precisar de me
matricular numa escola. Passei, então, a ficar no urbano durante a semana e, às
sextas feiras, à tarde, pegava carona em um caminhão e me mandava para a roça.
Lá havia ar puro oferecido pelas irmãs árvores, leite no curral, cavalo para
galopar, frutas no pomar, verduras e legumes na horta. As vaquinhas eram
tratadas com capim no pasto e sal no coxo. As galinhas viviam soltas no grande
quintal onde ciscavam suas proteínas e também lhes eram oferecido milho. A
comida era feita com gordura suína e os porcos eram alimentados com restos da
cozinha e soro do leite desnatado para fazer a manteiga.
Tomei gosto
pela ar puro e pela comida orgânica. Tive que me mudar para a cidade grande
para sobreviver ao tal mercado de trabalho, mas a mãe-terra me chamava e eu a
atendia, morando em chácaras nas cercanias da capital paulista ou da mineira.
Tenho 74 anos e saúde.
Percebo, no
entanto, cada vez mais perto “o que se faz para a Terra vai para os filhos
da Terra”. Estes, sem juízo, estão sofrendo de poluição, a fabricadora de
doenças, os desequilíbrios energéticos. As doenças correm a ocupar o espaço da
saúde. A poluição do ar – é carro demais, é fábrica demais – impede a
respiração necessária aos pulmões. A poluição das águas – as águas, que deveriam
ser santas, estão ficando empesteadas – contaminam nossas comidas que ainda
recebem os malditos agrotóxicos. A falta de cuidado com as águas deixa abertas
as portas para os insetos e começam a intensificar os males que já haviam
desaparecidos. A poluição sonora entra pelos ouvidos, machucando os tímpanos, causando surdez e confusão nas cabeças. Os jovens aumentam cada vez mais o
volume de seus sons, como se não pudessem suportar o silêncio, pedido pela
música.
Toda essa
poluição vai fazendo seu caminho nos corpos e nas almas. A paz,
tranquilidade, necessárias à
criatividade, à arte, estão escassas e o homem se perde sem o belo da arte. O
belo da natureza, muitas vezes, já se foi, desrespeitado pela poluição.
Aparecem os sentimentos contrários à paz e há uma alimentação do ódio, da
ganância, da intolerância, fábrica das doenças O homem se perde no meio poluído.
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